
Porto Velho, RO — O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, nesta terça-feira (20/10), as contas do Banco Central (BC) relativas ao exercício de 2025, outorgando quitação plena aos nove gestores que integraram a cúpula da autoridade monetária, entre eles o presidente da autarquia, Gabriel Galípolo. A deliberação foi tomada de forma definitiva pela Segunda Câmara da Corte de Contas, sob relatoria do ministro Jorge Oliveira.
A análise havia sido interrompida na semana anterior a pedido do Ministério Público junto ao TCU (MPTCU), com o objetivo de checar eventuais reflexos da fiscalização da instituição na liquidação extrajudicial do Banco Master. Ao retomar o caso, o relator acompanhou o parecer da Unidade de Auditoria Especializada em Bancos Públicos e Reguladores Financeiros (AudBancos), reiterando que a prestação de contas anual cumpriu as exigências formais e deve ser apreciada estritamente pelos fatos documentados naquele exercício.
O encerramento deste processo, contudo, não finaliza a apuração do tribunal sobre as medidas adotadas pelo Banco Central na liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada em novembro de 2025. Esse procedimento investigatório permanece em tramitação autônoma no tribunal, sob a relatoria do ministro Jhonatan de Jesus, que examina a legalidade dos atos de supervisão, fiscalização e acompanhamento das operações financeiras do banco privado.
O impasse institucional chegou a repercutir no início de 2026 após determinações de inspeções internas, mas um entendimento mantido entre o presidente do TCU, Vital do Rêgo, e Gabriel Galípolo dispensou a necessidade de medidas cautelares para suspender os atos regulatórios da autoridade monetária. As conclusões técnicas sobre as responsabilidades na condução do caso Master serão deliberadas em julgamento próprio no plenário da Corte.
Fonte: Secom
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