Especial destaca pioneirismo de atletas históricas e os desafios da modalidade no país.  Paulo Pinto/ Agência Brasil

Porto Velho, RO — O programa Caminhos da Reportagem exibe nesta segunda-feira (5 de outubro), às 23h, o episódio especial “Elas em campo: futebol, paixão e resiliência” na tela da TV Brasil. A atração aborda as lutas históricas das mulheres nos gramados e analisa as barreiras que ainda cercam a modalidade esportiva.

O debate ganha relevância estratégica a menos de um ano da realização da primeira Copa do Mundo Feminina na América do Sul, marcada para junho de 2027. O torneio internacional receberá 32 seleções em oito cidades brasileiras, impulsionando a visibilidade e o desenvolvimento da categoria em escala continental.

O cenário contemporâneo contrasta com o período inicial do esporte, quando as atletas pioneiras não recebiam salários fixos e dependiam apenas de auxílios de custo pontuais nos clubes. Hoje, o calendário nacional e internacional é consolidado, movimentando uma ampla cadeia profissional de mulheres atuando dentro e fora de campo.

Apesar dos avanços e das arquibancadas lotadas em finais de campeonatos nacionais, o machismo ainda se reflete na escassez de competições de várzea e de centros de treinamento exclusivos para meninas. O esporte ainda supera os reflexos do período entre 1940 e a década de 1980, quando as mulheres eram legalmente proibidas de jogar futebol no Brasil.

Pioneira da seleção brasileira e participante da primeira edição de um torneio mundial pelo país, Márcia Honório relembrou o sentimento de vestir a amarelinha: “Quando você pega um telegrama daquele e se vê convocada, e quando está fora do seu país e ouve o Hino Nacional, é emocionante até hoje. A gente gostava e tinha garra para falar: agora vocês precisam ajudar o futebol feminino”.

Recordista histórica em número de copas disputadas, a ex-jogadora Formiga ressaltou o sentimento de pertencimento: “Eu passei de Miraíldes para Formiga e só aí vim entender que existiam outras mulheres que também passaram o mesmo. Até então eu me achava um ser humano estranho por ser a única menina que jogava realmente no meio dos meninos”.

Para a jornalista Milly Lacombe, a mobilização coletiva sustenta a evolução das atletas: “A luta pela emancipação feminina não se separa da luta pelo futebol feminino”. Já a treinadora de equipes de várzea Lu Leal reforçou a