
Porto Velho, RO — Após registrar dois meses consecutivos de retração, a economia brasileira voltou a apresentar trajetória de alta e avançou 0,5% na passagem de julho para agosto. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (19/10) pelo Monitor do PIB, levantamento mensal do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), consolidando uma expansão de 1,8% no acumulado de 12 meses.
A recuperação da atividade econômica foi puxada principalmente pela força da indústria extrativa e pelo avanço sustentado no setor de serviços sob a ótica da oferta. Já pela vertente da demanda, a expansão das exportações e os gastos da administração pública deram suporte ao resultado positivo do período, compensando o ritmo de desaceleração verificado no consumo das famílias.
Segundo o pesquisador do Ibre, Claudio Considera, os números atestam a capacidade de reação do setor produtivo mesmo diante de um cenário restritivo de juros elevados decorrentes de política monetária contracionista para contenção inflacionária. Em valores correntes, o estudo da FGV calculou o volume acumulado da economia brasileira até agosto no patamar de R$ 9,020 trilhões.
O indicador da fundação alinha-se a outros parâmetros da atividade econômica nacional, a exemplo do IBC-Br do Banco Central, que registrou expansão de 0,3% no mesmo recorte mensal. Para o encerramento do exercício de 2026, as estimativas apontam crescimento de 1,83% no Relatório Focus, 2% pela Secretaria de Política Econômica da Fazenda e 2,2% pelo FMI, enquanto a publicação do resultado oficial do PIB pelo IBGE está programada para 2 de dezembro.
Fonte: Secom
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