
Porto Velho, RO — A campanha eleitoral 2026 em Porto Velho, capital de Rondônia, segue em ritmo lento e sem o clima tradicional de disputa. O que se vê nas ruas é uma campanha "morna": poucos candidatos a deputado estadual fazem corpo a corpo, comitês operam quase parados e o movimento que costuma marcar o período pré-eleitoral simplesmente não decolou.
Poucos candidatos nas ruas e comitês quase parados
Quem circula pela capital rondoniense percebe com facilidade: as formiguinhas — apoiadores que distribuem santinhos e panfletos — estão escassas nos cruzamentos e semáforos da cidade. Os comitês eleitorais, que normalmente fervem com reuniões e articulação política, trabalham em ritmo reduzido, quase parados.
Entre os poucos nomes que conseguem manter presença visível nas ruas de Porto Velho estão:
01- Paulo Moraes (PODEMOS)
02- Edevaldo Neves (PRD)
03- Ribeiro do SINPOL (PRD)
04- Marcelo Cruz (AVANTE)
05- Everaldo Fogaça (PSD)
06- Zé Paroca (AVANTE)
07- Marcos Combate (AVANTE)
08- Breno Mendes (AVANTE)
09- Eyder Brasil (PSD)
10- Marcio Pacele (REPUBLICANOS)
11- Glaúcia Negreiros (PODEMOS)
12- Jeovane Ibiza (AVANTE)
O problema, apontam observadores do cenário político local, é que mesmo esses nomes estão perdendo fôlego nos últimos dias. A movimentação que existia no início da disputa arrefeceu, e o ritmo de campanha caiu justamente na reta final, quando historicamente os candidatos intensificam a exposição.
Um dos termômetros mais tradicionais da política em Porto Velho são os postos de combustível. É ali que candidatos a deputado estadual costumam fazer campanha intensa, conversando com motoristas, taxistas e entregadores — público que roda a cidade o dia inteiro.
Nesta eleição, porém, o cenário mudou. Os postos que viviam lotados de candidatos e apoiadores agora operam normalmente, sem filas de políticos e sem o burburinho das campanhas de rua. O esvaziamento confirma o diagnóstico: a disputa pelas cadeiras na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALEGRO) não conseguiu mobilizar o eleitorado portovelhense.
Especialistas apontam polarização nacional e desinteresse local
Segundo especialistas em campanhas eleitorais, o clima de campanha "morna" em Porto Velho reflete o momento que o país vive: o debate nacional entre esquerda e direita domina as conversas e consome toda a atenção política do eleitorado, deixando as disputas estaduais em segundo plano.
Outro fator determinante é a falta de interesse do povo portovelhense em discutir os assuntos que interessam a Porto Velho e a Rondônia. Temas locais — que deveriam pautar a campanha dos candidatos a deputado estadual — não conseguem espaço no radar do eleitor, que está mais atento ao embate político em nível federal do que às propostas para o estado.O resultado é uma eleição em que a disputa por cadeiras na Assembleia Legislativa avança em silêncio, sem o engajamento popular que costuma definir os rumos da política rondoniense.
O que esperar da reta final da campanha em Rondônia
Com a eleição se aproximando, a expectativa é que os candidatos redobrem esforços para sair dos comitês e voltar às ruas. A dúvida que fica é se haverá tempo — e disposição do eleitorado — para transformar essa campanha morna em uma disputa de verdade.
Enquanto isso, Porto Velho segue com sua eleição em câmera lenta: poucas formiguinhas, comitês parados e postos de gasolina sem candidatos. Um retrato de uma campanha que ainda não encontrou seu ritmo, e olha que falta poucos dias para as eleições.
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