Porto Velho, RO — O candidato ao Governo de Rondônia, Samuel Costa (PSB), e a candidata ao Senado, Neidinha Suruí (PSB), denunciaram nesta sexta-feira (14) episódios de pressão política, assédio e constrangimento para forçar a renúncia de suas candidaturas em prol de uma composição com Expedito Netto e Ernesto Ferreira, do PT.
Segundo os relatos, a situação ocorreu durante uma videoconferência realizada com candidatos a deputado federal da legenda. Na reunião virtual, um interlocutor atribuído à direção nacional do PSB teria ameaçado intervir no diretório estadual caso a chapa própria homologada em convenção não fosse retirada.
Neidinha Suruí afirmou que não cederá a atos de intimidação e buscará respaldo policial e judicial com base no artigo 326-B do Código Eleitoral, que tipifica o crime de violência política de gênero. “Nunca me curvei diante de atitudes autoritárias, abusivas ou daqueles que tentam nos intimidar. Não será agora que vou me curvar”, declarou a ativista.
Samuel Costa também criticou as manobras e defendeu a soberania do processo democrático interno. “Vivemos numa democracia e não podemos tolerar atitudes arbitrárias. No tapetão, não vão conseguir”, enfatizou. O presidente estadual do partido, Vinícius Miguel, deve intervir caso medidas formais sejam apresentadas contra a autonomia do diretório rondoniense.
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