Metas apresentadas na Mongólia preveem investimento em sistemas agroflorestais e recuperação da vegetação nativa - © ASA / Divulgação

Porto Velho, RO — Durante a 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), sediada em Ulaanbaatar, na Mongólia, o governo brasileiro anunciou oficialmente as primeiras metas de Neutralidade da Degradação da Terra (LDN), prevendo restaurar 163 mil km² até 2030.

O plano prevê a expansão de sistemas agroflorestais, recomposição de cobertura vegetal nativa, revitalização de bacias hidrográficas e proteção intensificada em unidades de conservação e terras indígenas, tendo como referência a contenção dos 55,7 milhões de hectares degradados mapeados em 2020.

O planejamento contempla ainda ações de conservação, manejo sustentável e prevenção ao avanço da aridez em outros 3,51 milhões de km², totalizando um compromisso voluntário de 3,67 milhões de km² pactuado junto à Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD).

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, destacou a relevância das medidas conjuntas contra as estiagens severas, enquanto porta-vozes da FAO e da UNCCD ressaltaram que a iniciativa consolida a América Latina na vanguarda da sustentabilidade do solo e da segurança alimentar.

Formalizadas com atraso em relação ao protocolo inicial aprovado pela ONU em 2015, as diretrizes de recuperação do solo serão conduzidas no país pela Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD), reativada por meio do Decreto nº 11.932.

Fonte: Agência Brasil