Equipes de resgate seguem em busca de desaparecidos enquanto autoridades atualizam balanço da tragédia provocada pelos fortes terremotos - © Reuters/Leonardo Fernandez Viloria/Proibida reprodução

Porto Velho, RO — Os terremotos que atingiram a Venezuela elevaram para 4.561 o número de mortos, conforme relatório oficial divulgado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. O desastre também deixou 16.740 pessoas feridas e mais de 20,2 mil desabrigadas, enquanto as equipes de resgate continuam atuando na busca por vítimas sob os escombros.

Os dados foram divulgados por meio da rede social Telegram. Em comparação com o balanço anterior, publicado no domingo, houve um aumento de 71 mortes confirmadas. Até o momento, as autoridades venezuelanas ainda não informaram o número oficial de pessoas desaparecidas.

Os abalos sísmicos ocorreram em 24 de julho, quando dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 atingiram uma região localizada a cerca de 200 quilômetros de Caracas, com intervalo inferior a um minuto entre eles. A sequência de tremores provocou destruição em larga escala em diversas localidades.

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), centenas de réplicas foram registradas desde o desastre, dificultando o trabalho das equipes de resgate e aumentando os riscos para moradores e profissionais envolvidos nas operações de busca.

O relatório oficial informa que mais de 20,2 mil pessoas permanecem em abrigos temporários após perderem suas residências. Os danos materiais também são considerados expressivos, com mais de 850 edifícios danificados e 190 construções completamente destruídas.

As operações de resgate contam com apoio internacional e seguem concentradas na localização de pessoas que ainda podem estar soterradas. As autoridades continuam removendo escombros e avaliando as condições estruturais das áreas mais atingidas.

Dois dias após a tragédia, a Organização das Nações Unidas (ONU) alertou que, diante da dimensão dos danos e das dificuldades de acesso às regiões afetadas, o número de vítimas poderia aumentar significativamente. Outras projeções divulgadas pela agência France-Presse (AFP) também indicavam a possibilidade de um total de mortos superior ao inicialmente registrado, dependendo da conclusão das operações de busca.

Enquanto os trabalhos de resgate prosseguem, milhares de famílias permanecem em abrigos improvisados, dependendo de ajuda humanitária para acesso a alimentação, atendimento médico, água potável e itens básicos de sobrevivência.