Suspeitos de integrar esquema criminoso apareceram utilizando uniforme do sistema prisional.

Porto Velho, RO — Os investigados durante a operação que apura um forte esquema de corrupção na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO) passaram por audiência de custódia nesta quinta-feira (16). Imagens divulgadas mostram os suspeitos já utilizando roupas do sistema prisional.

Entre os detidos estão Rogério Gago da Silva, conhecido como "Tigrão", que exercia o alto cargo de secretário-geral do órgão, e o segurança Reginaldo Corrêa de Lima. Os dois foram capturados em suas residências e aguardam a decisão judicial sobre a manutenção de suas prisões.

A força-tarefa investiga crimes complexos, incluindo fraude em licitações, peculato, lavagem de capitais e associação criminosa. A principal linha de apuração aponta para um suposto esquema de "rachadinha", com desvio de recursos públicos através de contas bancárias de servidores comissionados.

Além das prisões, a Justiça determinou o afastamento imediato de 11 servidores públicos e a execução de 19 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram cumpridas simultaneamente nas cidades de Porto Velho, Ariquemes e Manaus (AM), resultando na apreensão de eletrônicos e documentos.

As apurações tiveram início em 2024, motivadas por relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). O órgão identificou movimentações atípicas e incompatíveis com a renda declarada pelos membros do grupo. "As investigações continuam para desarticular toda a rede criminosa", reforçam as autoridades.