Relatório da Abin e da OIM aponta Porto Velho como ponto de partida de esquemas clandestinos que cobram até R$ 80 mil.

Porto Velho, RO — O estado de Rondônia passou a ocupar uma posição central nas rotas de contrabando de migrantes em direção aos Estados Unidos. É o que revela um relatório elaborado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin) em parceria com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), publicado em 2026.

O levantamento aponta a capital, Porto Velho, como ponto de partida do trajeto clandestino mais utilizado. Além disso, foram identificados indícios de atuação de redes em municípios como Cacoal, Ji-Paraná, Ouro Preto do Oeste, Buritis e Nova Mamoré. Os serviços ilegais custam entre R$ 30 mil e R$ 80 mil por pessoa, cobrindo documentos, passagens e orientações no trajeto até a fronteira mexicana.

As investigações apontam que a rota migratória ganha força no estado desde 2019, impulsionada por fatores econômicos, desvalorização cambial e perda de renda em regiões próximas a terras indígenas e unidades de conservação. O estado americano de Massachusetts é o principal destino final dos rondonienses envolvidos na rota.

O relatório também destaca que a região funcionou historicamente como corredor para migrantes do Afeganistão, Nepal e Paquistão que cruzavam a fronteira rumo à Bolívia. No entanto, essa movimentação internacional diminuiu após a intensificação das fiscalizações rodoviárias na BR-364 e operações policiais coordenadas.

Fonte: News Rondônia