Porto Velho, RO — O partido Missão realizou nesta segunda-feira (20) a sua convenção partidária em formato online, oficializando o empresário e ativista político Renan Santos como candidato à Presidência da República. Com a decisão, ele se torna o primeiro nome formalmente confirmado para a disputa nacional nas eleições deste ano.
A antecipação do calendário eleitoral foi motivada por questões urgentes de segurança. O candidato relatou uma escalada de ameaças atribuídas a facções criminosas durante agendas recentes no Ceará, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Com a oficialização da chapa, que terá o militar da reserva Aroldo Medina como candidato a vice, a equipe ganha proteção imediata.
Em vídeo divulgado nas redes, o presidenciável explicou a gravidade da situação atual. "Estar com a Polícia Federal não é mais uma questão de conveniência ou até de redução de gastos, dado que equipes privadas são mais caras. É uma questão de sobrevivência", declarou o cofundador do Movimento Brasil Livre (MBL).
Apesar de já ter realizado a convenção virtual, a legenda mantém um evento presencial programado para o dia 1º de agosto, em São Paulo. Na ocasião, o partido apresentará publicamente a candidatura e o seu plano de governo, que foi documentado e batizado de Livro Amarelo.
A plataforma política do candidato tem como eixo principal a segurança pública e o combate ostensivo ao crime organizado. Renan Santos defende a aplicação do Direito Penal do Inimigo, mecanismo que classifica membros de facções como inimigos do Estado e elimina a presunção de inocência para indivíduos que portem fuzis.
Na área econômica e trabalhista, as propostas são consideradas radicais. O projeto prevê a substituição da CLT por negociações diretas, a extinção da Justiça do Trabalho e a criação de uma reserva financeira em criptomoedas. A meta do plano é aprovar uma PEC para economizar R$ 3,3 trilhões em dez anos.
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