Conselho Nacional de Política Energética adiou decisão após entidades do setor automotivo solicitarem novos testes sobre os impactos da medida nos veículos  - © Marcelo Camargo/Agência Brasil

Porto Velho, RO — O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) adiou a reunião que estava prevista para esta quarta-feira (8), na qual poderia ser definido o aumento do percentual obrigatório de etanol anidro na gasolina, passando dos atuais 30% para 32%. O Ministério de Minas e Energia informou que ainda não há uma nova data para a realização do encontro.

Segundo o governo federal, a proposta tem como objetivo ampliar a participação dos biocombustíveis na matriz energética nacional, tornando o Brasil autossuficiente na produção de gasolina e reduzindo os impactos das oscilações do mercado internacional de petróleo, influenciado principalmente pelos conflitos no Oriente Médio.

O adiamento ocorreu após entidades representativas da indústria automotiva solicitarem a realização de novos testes técnicos antes da eventual implementação da medida.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) e o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) encaminharam pedido ao Ministério de Minas e Energia defendendo estudos complementares para avaliar os efeitos do aumento da mistura de etanol na gasolina.

De acordo com representantes do setor, a preocupação está relacionada principalmente aos veículos mais antigos, fabricados há cerca de 20 ou 30 anos, e a alguns modelos importados desenvolvidos para operar com percentuais menores de etanol. A avaliação é de que testes adicionais podem oferecer maior segurança aos consumidores antes de qualquer alteração na composição do combustível.

Até que uma nova reunião do CNPE seja marcada, permanece em vigor a atual mistura obrigatória de 30% de etanol anidro na gasolina.

Fonte: Agência Brasil