Porto Velho, RO — O governo brasileiro divulgou uma nota oficial de forte repúdio à decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre os produtos exportados pelo Brasil. A taxação unilateral, anunciada nesta quarta-feira (15), entrará em vigor no dia 22 de julho.
A medida norte-americana baseia-se em investigações do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). O órgão alega que o Brasil adota práticas que prejudicam o comércio norte-americano, citando a regulação de plataformas digitais, as regras do Pix, acesso ao mercado de etanol e o desmatamento.
Em contrapartida, a Presidência da República classificou as acusações como "descabidas e absurdas", defendendo o Pix como uma referência global e ressaltando a redução histórica do desmatamento desde 2023. O governo declarou que acionará imediatamente a Lei de Reciprocidade e a Organização Mundial do Comércio (OMC).
O comunicado oficial destacou o descontentamento com o anúncio. "O dia 15 de julho de 2026 passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável", diz trecho da nota assinada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom).
O governo brasileiro também enfatizou que, historicamente, os EUA acumularam um superávit comercial de 424,5 bilhões de dólares com o Brasil nos últimos 15 anos. Além disso, no ano de 2025, cerca de 76% das importações norte-americanas entraram em território brasileiro sem pagar qualquer tipo de imposto.
Como escudo de proteção econômica, o governo federal anunciou que usará o Plano Brasil Soberano para blindar os setores produtivos afetados pela nova barreira alfandegária. A estratégia foca em preservar empregos nacionais e diversificar parceiros comerciais em mercados alternativos globais.
Fonte: Agência Brasil
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