Porto Velho, RO — A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de cinco novas canetas injetáveis de semaglutida destinadas ao tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 que não apresentam controle adequado da doença.
Os medicamentos aprovados são Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema, registrados por diferentes empresas farmacêuticas autorizadas a comercializar os produtos no Brasil.
As novas canetas foram autorizadas como complemento à dieta e à prática de exercícios físicos, principalmente nos casos em que o uso da metformina é contraindicado ou não pode ser utilizado devido à intolerância do paciente.
As autorizações constam nas Resoluções nº 2.941/2026 e nº 2.942/2026, publicadas no Diário Oficial da União desta quarta-feira.
Segundo a Anvisa, os medicamentos foram registrados por comparação com o Ozempic e utilizam como princípio ativo a semaglutida sintética, um análogo do hormônio GLP-1, responsável por estimular a produção de insulina e atuar no controle da saciedade.
A agência informou que este é o maior volume de aprovações de medicamentos da classe dos agonistas do receptor de GLP-1, impulsionado pelo desenvolvimento de versões sintéticas do hormônio natural.
Atualmente, cerca de 68% dos pedidos de registro de medicamentos injetáveis para tratamento de diabetes e obesidade protocolados na Anvisa correspondem a produtos sintéticos.
A Anvisa reforçou que sua competência limita-se ao registro e autorização para comercialização dos medicamentos, não realizando vendas de qualquer produto. A agência alertou ainda para golpes na internet que utilizam indevidamente seu nome para oferecer supostas "canetas emagrecedoras".
O órgão também esclareceu que a Retatrutida, medicamento experimental desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly, ainda não possui aprovação para uso em nenhum país e sequer teve pedido de registro apresentado à Anvisa.
A agência orienta que consumidores evitem adquirir medicamentos vendidos clandestinamente pela internet ou redes sociais, devido aos riscos à saúde, e recomenda denunciar fraudes por meio da plataforma Fala.BR.
Fonte: Agência Brasil
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