Medicamentos são comparáveis ao Ozempic e ampliam as opções terapêuticas para pacientes adultos - © Marcello Casal jr/Agência Brasil

Porto Velho, RO — A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de cinco novas canetas injetáveis de semaglutida destinadas ao tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 que não apresentam controle adequado da doença.

Os medicamentos aprovados são Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema, registrados por diferentes empresas farmacêuticas autorizadas a comercializar os produtos no Brasil.

As novas canetas foram autorizadas como complemento à dieta e à prática de exercícios físicos, principalmente nos casos em que o uso da metformina é contraindicado ou não pode ser utilizado devido à intolerância do paciente.

As autorizações constam nas Resoluções nº 2.941/2026 e nº 2.942/2026, publicadas no Diário Oficial da União desta quarta-feira.

Segundo a Anvisa, os medicamentos foram registrados por comparação com o Ozempic e utilizam como princípio ativo a semaglutida sintética, um análogo do hormônio GLP-1, responsável por estimular a produção de insulina e atuar no controle da saciedade.

A agência informou que este é o maior volume de aprovações de medicamentos da classe dos agonistas do receptor de GLP-1, impulsionado pelo desenvolvimento de versões sintéticas do hormônio natural.

Atualmente, cerca de 68% dos pedidos de registro de medicamentos injetáveis para tratamento de diabetes e obesidade protocolados na Anvisa correspondem a produtos sintéticos.

A Anvisa reforçou que sua competência limita-se ao registro e autorização para comercialização dos medicamentos, não realizando vendas de qualquer produto. A agência alertou ainda para golpes na internet que utilizam indevidamente seu nome para oferecer supostas "canetas emagrecedoras".

O órgão também esclareceu que a Retatrutida, medicamento experimental desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly, ainda não possui aprovação para uso em nenhum país e sequer teve pedido de registro apresentado à Anvisa.

A agência orienta que consumidores evitem adquirir medicamentos vendidos clandestinamente pela internet ou redes sociais, devido aos riscos à saúde, e recomenda denunciar fraudes por meio da plataforma Fala.BR.

Fonte: Agência Brasil