Porto Velho, RO — O governo de Rondônia, por meio da Superintendência Estadual de Tecnologia da Informação e Comunicação (Setic), participou nos dias 2 e 3 de junho do GovTech Summit 2026, realizado em Porto Alegre (RS). Considerado um dos principais eventos do país voltados à transformação digital no setor público, o encontro reuniu especialistas e gestores para debater soluções tecnológicas aplicadas à administração pública.
Representando Rondônia, o superintendente da Setic, Delner Freire, integrou o painel “Cidades sob pressão: tecnologia e governança diante da crise climática”, que reuniu experiências de diferentes regiões brasileiras no enfrentamento de eventos climáticos extremos.
Durante o debate, foram apresentadas iniciativas relacionadas às enchentes históricas registradas no Rio Grande do Sul em 2024 e às ações de monitoramento e combate às queimadas desenvolvidas em Rondônia.
O governador Marcos Rocha destacou a importância da tecnologia como ferramenta estratégica para fortalecer a gestão pública e ampliar a proteção ambiental.
Segundo o governador, os investimentos em soluções tecnológicas têm permitido respostas mais rápidas e eficientes diante de desafios históricos, contribuindo para a preservação ambiental e a proteção da população.
Programa Sentinela
Durante a apresentação, Delner Freire destacou o funcionamento do Programa Sentinela, sistema desenvolvido pelo governo de Rondônia para auxiliar no monitoramento e combate às queimadas e incêndios florestais.
A ferramenta utiliza dados de satélites para identificar focos de calor em tempo real e encaminhar alertas automáticos às equipes responsáveis pelas ações de fiscalização e combate.
O sistema opera com base em três pilares principais:
• Sala de Situação;
• Alertas automáticos via Telegram;
• Plataforma Smoke 360.
De acordo com a Setic, a utilização integrada dessas ferramentas contribuiu para que Rondônia alcançasse destaque nacional na redução dos focos de calor em 2025, registrando uma queda superior a 90%.
O resultado é atribuído à combinação entre tecnologia, análise de dados e atuação coordenada das equipes responsáveis pelo monitoramento ambiental em campo.
Para Delner Freire, a experiência demonstra que a inteligência geoespacial pode ser utilizada não apenas no combate às queimadas, mas também em ações preventivas relacionadas a outros eventos climáticos extremos.
Segundo ele, a mesma tecnologia pode apoiar estratégias de prevenção e resposta a situações como enchentes, secas prolongadas e tempestades severas, ampliando a capacidade de planejamento e tomada de decisão dos órgãos públicos.
O painel também reforçou a importância da cooperação entre estados e do compartilhamento de experiências para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas, utilizando inovação, dados e tecnologia como instrumentos para proteger vidas e fortalecer a gestão pública.
Fonte: Secom
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