Brasil atualiza lista de espécies ameaçadas e inclui 180 novas classificações de fauna em avaliação do ICMBio - © Paulo Pinto/Agência Brasil

Porto Velho, RO — A Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção foi atualizada após novas avaliações do estado de conservação realizadas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pelo monitoramento da biodiversidade no país.

O novo levantamento incluiu 180 espécies ou subespécies, entre elas a arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), reclassificada como Vulnerável (VU), além do bugio-preto (Alouatta caraya) e do tamanduaí (Cyclopes rufus). No mesmo processo, outras 150 espécies foram retiradas da lista.

Com a atualização, o Brasil passa a registrar 790 espécies ou subespécies ameaçadas, além de uma lista complementar com nove espécies oficialmente extintas na natureza.

O documento reúne grupos de mamíferos, aves, répteis, anfíbios e invertebrados terrestres, classificados em cinco categorias de risco: Vulneráveis (VU), Em Perigo (EN), Criticamente em Perigo (CR), Possivelmente Extintas (CR-PE) e Extinta na Natureza (EW).

Segundo os dados, os invertebrados terrestres representam o maior grupo ameaçado, com 264 espécies, seguidos por 242 aves, 123 répteis, 102 mamíferos e 59 anfíbios.

Entre as espécies extintas oficialmente listadas estão seis aves, dois anfíbios e um mamífero, o roedor de Vespucci (Noronhomys vespuccii), que era encontrado em Fernando de Noronha.

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que a lista é um dos principais instrumentos para a proteção da biodiversidade brasileira e para a formulação de políticas de conservação.

Ele destacou que o documento permite reconhecer a situação das espécies e também viabiliza a criação de planos de recuperação e preservação.

O presidente do ICMBio, Mauro Pires, ressaltou que o Brasil possui capacidade técnica para avaliar sua biodiversidade em larga escala, resultado da atuação conjunta entre comunidade científica e organizações da sociedade civil.

A nova versão substitui a lista anterior, publicada em 2022, e consolida o monitoramento atualizado da fauna brasileira em diferentes níveis de risco.

Fonte: Agência Brasil