Porto Velho, RO — A 3ª Vara de Presidente Venceslau aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo e tornou réus a influenciadora e advogada Deolane Bezerra e Marcola, apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), em um processo que apura suspeitas de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
O caso tramita sob sigilo e envolve também outros três denunciados, identificados como integrantes de uma mesma estrutura familiar e empresarial. A investigação aponta a existência de um esquema financeiro sofisticado voltado à ocultação de recursos ilícitos e à inserção de valores na economia formal.
Segundo o Ministério Público, o grupo teria utilizado uma transportadora com sede em Presidente Venceslau como empresa de fachada, com o objetivo de disfarçar movimentações financeiras e dificultar a identificação da origem do dinheiro.
As apurações indicam ainda o uso de estratégias como depósitos fracionados, transferências via Pix, contas de terceiros e empresas intermediárias para reduzir a rastreabilidade das operações financeiras investigadas.
As provas reunidas incluem mensagens extraídas de celulares, relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e documentos bancários obtidos em operações anteriores. A Justiça também determinou o bloqueio de bens de um dos investigados como medida cautelar.
De acordo com o andamento do processo, os demais denunciados incluem Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior.
No caso de Deolane Bezerra, a influenciadora encontra-se presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista desde maio, após ser detida no âmbito da Operação Vérnix.
Já Marcola permanece custodiado na Penitenciária Federal de Brasília, onde cumpre regime de segurança máxima.
A defesa de Marcola, representada pelo advogado Bruno Ferullo, afirmou que o isolamento do réu desde 2019 em presídio federal inviabilizaria qualquer participação nos fatos investigados. Em relação aos demais acusados, a defesa sustenta que laços familiares não configuram, por si só, envolvimento em atividades criminosas.
A equipe jurídica de Deolane Bezerra não se manifestou até o momento, e o espaço segue aberto para posicionamento das defesas.
Fonte: Agência Brasil
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