Pré-candidato ao Governo de Rondônia afirmou que pretende ampliar delegacias especializadas e fortalecer rede de proteção às vítimas

Porto Velho, RO — Durante entrevista ao programa Rondocast, apresentado pelos jornalistas Edson Lustosa e Glênio Tenon, o advogado e pré-candidato ao Governo de Rondônia, Samuel Costa (PSB), afirmou que o enfrentamento à violência doméstica e ao feminicídio será uma das prioridades centrais de um eventual governo.

Em tom firme, Samuel Costa declarou que não aceitará que Rondônia continue figurando entre os estados com altos índices de violência contra mulheres.

“O Estado não pode continuar assistindo mulheres serem assassinadas, ameaçadas e agredidas dentro de casa. Não vou tolerar que Rondônia seja o epicentro da violência doméstica e do feminicídio”, afirmou.

Durante a entrevista, o pré-candidato criticou a ausência de políticas públicas consideradas eficazes para proteção das vítimas e defendeu mudanças estruturais no comando da segurança pública estadual.

Segundo Samuel Costa, caso seja eleito governador, mulheres deverão ocupar cargos estratégicos de chefia dentro da segurança pública de Rondônia.

“Os homens tiveram décadas para resolver esse problema e não tiveram competência para proteger nossas mulheres. Vamos colocar mulheres para comandar a segurança pública, porque elas conhecem essa dor, entendem essa realidade e terão sensibilidade e firmeza para enfrentar essa tragédia”, declarou.

Delegacias 24 horas e atendimento humanizado

O pré-candidato também prometeu ampliar a rede de proteção às vítimas de violência doméstica com a criação e funcionamento de delegacias especializadas 24 horas em diferentes regiões do estado.

A proposta prevê atendimento realizado exclusivamente por delegadas e policiais femininas.

Segundo Samuel Costa, muitas vítimas deixam de denunciar os agressores por medo, constrangimento ou falta de acolhimento adequado nas unidades policiais.

Para ele, o atendimento humanizado será um dos principais instrumentos para romper o ciclo de violência.

“A mulher precisa chegar numa delegacia e se sentir protegida, acolhida e respeitada. Segurança pública também é cuidado, escuta e dignidade”, afirmou.

A declaração do pré-candidato repercutiu nas redes sociais e reacendeu o debate sobre os índices de feminicídio em Rondônia, estado que frequentemente aparece entre os mais violentos do país para mulheres.