Benefício no valor de um salário-mínimo será destinado a menores em situação de vulnerabilidade social - © Marcelo Camargo/Agência Brasil

Porto Velho, RO — Filhos e dependentes de mulheres vítimas de feminicídio passaram a ter direito, a partir desta sexta-feira (29), à pensão especial do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A medida regulamenta a concessão do benefício no valor de um salário-mínimo para menores de 18 anos em situação de vulnerabilidade social.

De acordo com a norma, terão direito à pensão crianças e adolescentes cuja renda familiar per capita seja igual ou inferior a um quarto do salário-mínimo.

Além dos filhos biológicos, também poderão receber o benefício enteados, menores sob guarda e tutelados, desde que comprovem dependência econômica em relação à vítima.

A solicitação da pensão pode ser feita pelo site ou aplicativo Meu INSS ou ainda pelo telefone 135.

Documentação necessária

Para solicitar o benefício, o representante legal deverá apresentar documento oficial com foto da criança ou adolescente. Caso não possua, poderá ser utilizada a certidão de nascimento.

Também será necessário apresentar um dos documentos que comprovem a relação do caso com o crime de feminicídio, como:

• Auto de prisão em flagrante;

• Denúncia formal;

• Conclusão do inquérito policial;

• Decisão judicial.

Nos casos em que o benefício for destinado a dependentes da vítima, será exigido o termo de guarda ou tutela provisória ou definitiva.

Regras para o requerimento

O pedido da pensão deverá ser realizado pelo representante legal da criança ou adolescente.

A norma também determina que o autor, coautor ou participante do crime de feminicídio não poderá representar nem administrar o benefício destinado aos menores.

O pagamento da pensão especial será devido a partir da data do requerimento, sem efeito retroativo à data da morte da vítima.

A medida busca garantir proteção social, assistência financeira e amparo para crianças e adolescentes que perderam suas mães em decorrência da violência contra a mulher.

Fonte: Agência Brasil