Porto Velho, RO — O ministro da Fazenda, Dario Durigan, criticou a decisão do governo de Rondônia de não aderir à proposta de redução do ICMS sobre o diesel, afirmando que a medida contraria esforços nacionais para conter a alta dos combustíveis.
Segundo o ministro, a recusa do estado não se baseia em critérios técnicos e possui motivação política, especialmente diante do fato de que a maioria das unidades da federação aceitou a proposta.
A redução do imposto foi apresentada pelo governo federal como uma estratégia temporária para amenizar o impacto econômico causado pela alta do diesel, influenciada por tensões internacionais e pela elevação do preço do petróleo.
De acordo com o Ministério da Fazenda, estados com forte dependência do transporte rodoviário, como Rondônia, teriam ainda mais a ganhar com a medida, já que o diesel impacta diretamente o custo de produtos e serviços.
Mesmo assim, o governo estadual, liderado por Marcos Rocha, optou por não aderir à proposta, mantendo a política fiscal vigente.
Dario Durigan afirmou que pretende levar o tema ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o objetivo de avaliar alternativas que possam reduzir os impactos para a população.
O debate sobre o ICMS do diesel segue no centro das discussões entre estados e governo federal, evidenciando divergências sobre políticas fiscais em um cenário de pressão econômica.
Fonte: Agência Brasil
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