Porto Velho, RO — Mais de 574 mil brasileiros já utilizaram a Plataforma Centralizada de Autoexclusão para bloquear o acesso a sites de apostas regulamentados no Brasil. A ferramenta, lançada pelo governo federal em dezembro de 2025, permite que o cidadão faça, com um único pedido vinculado ao CPF, o bloqueio em todas as plataformas autorizadas no país.
Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, a principal motivação para o uso do sistema está relacionada à perda de controle sobre o jogo e aos impactos na saúde mental, fatores apontados por 41% dos usuários cadastrados na plataforma.
O sistema também oferece diferentes modalidades de bloqueio. De acordo com o levantamento, 69% dos usuários optaram pela autoexclusão por tempo indeterminado, enquanto 31% escolheram períodos específicos, sendo o prazo de um ano o mais adotado.
Além de impedir o acesso e novos cadastros em sites de apostas, a ferramenta também bloqueia o envio de publicidade direcionada relacionada às bets, funcionando como uma medida de proteção para pessoas que desejam reduzir ou interromper a prática.
Pesquisa nacional sobre impactos das bets
Nesta terça-feira (26), o Ministério da Saúde formalizou o repasse de R$ 6 milhões para a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que será responsável pela realização da primeira pesquisa nacional voltada aos impactos das apostas na saúde mental da população brasileira dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).
O estudo deverá embasar futuras estratégias de prevenção e redução de danos, com início previsto ainda para este ano.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a iniciativa integra um conjunto de ações governamentais voltadas à proteção da população diante do avanço das plataformas de apostas online.
Em casos de transtornos associados ao jogo, a recomendação oficial é procurar atendimento especializado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Informações sobre suporte e locais de atendimento também estão disponíveis por meio do portal SUS Digital.
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