Porto Velho, RO — O furto de energia elétrica já resultou na prisão em flagrante de 58 pessoas em Rondônia desde o início de 2026. As detenções ocorreram após fiscalizações realizadas pela Energisa, com apoio da Polícia Técnico-Científica (Politec) e da Polícia Militar.
A prática ilegal, popularmente conhecida como “gato”, é considerada crime pelo Código Penal Brasileiro e pode resultar em pena de 2 a 8 anos de prisão.
Mesmo com as penalidades previstas em lei, o número de casos segue elevado no estado. Em 2025, segundo dados divulgados pela concessionária, 139 pessoas foram presas pelo mesmo tipo de crime.
Para combater o avanço das ligações clandestinas, a Energisa intensificou as ações de fiscalização em áreas urbanas e rurais.
Somente em 2026, já foram realizadas mais de 40 mil inspeções técnicas, que resultaram na identificação de mais de 12 mil irregularidades em diferentes regiões de Rondônia.
De acordo com o gerente do Departamento de Combate às Perdas da Energisa, Daniel Andrade, o problema atinge diferentes perfis de consumidores.
“Identificamos irregularidades em variados tipos de unidades, desde residências simples até grandes comércios. Isso demonstra que não se trata de uma questão de renda, mas de uma prática ilegal presente em diversas camadas da sociedade”, destacou.
Risco à vida
Além de configurar crime, o furto de energia representa sérios riscos à segurança da população.
As ligações clandestinas podem provocar choques elétricos, incêndios, explosões e interrupções no fornecimento de energia, afetando moradores e estabelecimentos da vizinhança.
“Além de colocar vidas em risco, aumenta os custos do sistema elétrico, encarece a tarifa para quem paga corretamente e prejudica a arrecadação de impostos. É um prejuízo coletivo”, reforçou Daniel Andrade.
A concessionária orienta que denúncias sobre irregularidades podem ser feitas de forma anônima pelos canais oficiais de atendimento.
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