Produções abordam política, ditadura e memória histórica na América Latina - © Busca Vida Filmes/Divulgação

Porto Velho, RO — A fragilidade da democracia na América Latina é tema central de dois documentários que concorrem ao prêmio de melhor produção na 13ª edição do Prêmio Platino, principal reconhecimento do cinema ibero-americano.

O brasileiro “Apocalipse nos Trópicos”, dirigido por Petra Costa, e o paraguaio “Sob as bandeiras, o Sol”, de Juanjo Pereira, disputam o troféu em cerimônia marcada para o próximo sábado (9), no México.

Política e religião no Brasil

O documentário brasileiro analisa a influência da religião evangélica na política nacional, acompanhando o cenário político entre 2018 e 2022.

A obra retrata a ascensão e queda do governo de Jair Bolsonaro, além de abordar eventos recentes da política brasileira e o crescimento da fé evangélica no país.

Memória da ditadura no Paraguai

Já a produção paraguaia traz um retrato da ditadura de Alfredo Stroessner, que durou 35 anos e é considerada a mais longa da América do Sul.

Com uso de imagens históricas raras, o filme expõe a repressão, a propaganda estatal e o papel dos meios de comunicação no fortalecimento do regime.

O documentário também aborda a Operação Condor, que articulou ações entre países da região, incluindo o Brasil, na perseguição a opositores políticos.

Outros concorrentes

A categoria conta ainda com produções que exploram temas distintos, como “Tardes de Solidão”, que retrata o universo das touradas, e “Flores para Antônio”, que aborda questões familiares e memória pessoal.

As obras refletem a diversidade do cinema ibero-americano, unindo temas políticos, sociais e culturais em uma disputa marcada pela pluralidade de narrativas.

Fonte: Agência Brasil