Porto Velho, RO — A sessão ordinária realizada nesta segunda-feira (19) na Câmara Municipal de Porto Velho terminou marcada por tensão, discussões acaloradas e forte movimentação nos bastidores da Casa de Leis. Um grupo de moradores e apoiadores do vereador Marcos Combate saiu em defesa do parlamentar e protagonizou debates políticos durante reuniões realizadas após o encerramento dos trabalhos legislativos.
Os moradores tentaram participar inicialmente da reunião entre vereadores e representantes da imprensa, encontro que discutia os pedidos de cassação protocolados contra Marcos Combate. No entanto, o grupo foi orientado a deixar o local devido aos posicionamentos divergentes apresentados durante o debate.
O presidente da Câmara, Gedeão Negreiros, decidiu ouvir os apoiadores somente após o encerramento da conversa com jornalistas e entidades ligadas à comunicação.
Pedido para retirada da imprensa gera reação
A situação ganhou novos contornos de tensão quando alguns integrantes do grupo solicitaram que os profissionais de imprensa deixassem o ambiente durante a reunião com os moradores.
Os apoiadores alegaram desconforto com a presença dos jornalistas no encontro.
O pedido, porém, foi rejeitado pelo presidente Gedeão Negreiros e pelos vereadores Everaldo Fogaça, Dr. Santana e Adriano Gomes, que defenderam a transparência das discussões realizadas dentro da Câmara Municipal.
Segundo integrantes do grupo, havia o entendimento de que representantes da imprensa teriam comparecido à Casa de Leis para solicitar o afastamento imediato do vereador Marcos Combate.
Durante a reunião, os parlamentares esclareceram que não houve pedido direto de impeachment feito pelos jornalistas.
“A imprensa não veio aqui fazer nenhum tipo de pedido de impeachment, mas pediu simplesmente para que a Casa faça a análise dos pedidos que foram protocolados”, foi explicado durante o encontro.
Suposta extorsão também entrou em debate
Em determinado momento da reunião, a pedido de Gedeão Negreiros, o vereador Everaldo Fogaça assumiu a condução da conversa com os moradores, mediando os debates em meio ao clima de forte tensão política.
Os apoiadores de Marcos Combate também solicitaram que a Câmara investigasse uma suposta extorsão denunciada pelo vereador.
Segundo relatos apresentados pelo grupo, o parlamentar teria sofrido pressão financeira para evitar ataques nas redes sociais.
Durante a reunião, Everaldo Fogaça esclareceu que, até o momento, não existe oficialmente nenhum pedido de investigação sobre a suposta extorsão protocolado na Câmara Municipal.
Segundo ele, atualmente tramitam apenas os requerimentos relacionados aos pedidos de cassação contra Marcos Combate.
Mesmo diante do clima dividido, os apoiadores pediram imparcialidade dos vereadores e defenderam que todas as denúncias sejam apuradas com equilíbrio, ouvindo todas as partes envolvidas antes de qualquer decisão definitiva da Casa de Leis.
O episódio ampliou a crise política nos bastidores da Câmara de Porto Velho, onde o embate entre apoiadores do vereador, representantes da imprensa e entidades da comunicação passou a ocupar o centro das discussões no Legislativo municipal.
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