Crescimento econômico acima das expectativas recoloca o país entre os maiores PIBs globais, segundo projeções do FMI - © REUTERS/Paulo Whitaker/Proibida reprodução

Porto Velho, RO — O Brasil está prestes a retornar ao grupo das dez maiores economias do mundo em 2026, conforme dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) consolidados pela consultoria Austin Ratings.

O desempenho positivo da economia brasileira, que registrou crescimento de 1,1% no primeiro trimestre deste ano, acima das expectativas do mercado, foi determinante para que o país voltasse a superar o Canadá no ranking global medido em dólares correntes.

Desempenho econômico acelerado

Entre os 45 países avaliados pela consultoria, o Brasil apresentou o sexto maior crescimento econômico no início de 2026, ficando atrás apenas de países como China, Coreia do Sul e Dinamarca.

O avanço foi impulsionado, principalmente, pelo setor de serviços e pela retomada dos investimentos, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com esse desempenho, o país projeta alcançar um PIB de 2,637 trilhões de dólares, mantendo uma disputa acirrada com a Rússia pela nona posição do ranking mundial.

A projeção de crescimento do Brasil para 2026 também foi revisada pelo FMI em abril, passando de 1,6% para 1,9%.

Especialistas avaliam que, caso o ritmo econômico seja mantido, o Brasil poderá alcançar a nona colocação mundial já em 2027.

O ranking internacional é calculado em dólares correntes, o que torna o câmbio um fator importante no desempenho das economias.

A valorização do real frente ao dólar, por exemplo, amplia o valor nominal do PIB brasileiro no cálculo internacional.

Desafios no PIB per capita

Apesar do avanço no ranking global, o Brasil ainda enfrenta desafios relacionados à renda média da população.

O PIB per capita estimado pelo FMI permanece em torno de 10 mil dólares, mantendo o país distante das economias desenvolvidas.

Nesse indicador, o Brasil aparece próximo de países como a Albânia, evidenciando que, embora o tamanho da economia cresça, a distribuição de renda por habitante ainda exige avanços estruturais e maior desenvolvimento social.

Especialistas apontam que o crescimento econômico sustentável depende não apenas da expansão do PIB, mas também de investimentos em produtividade, educação, geração de empregos e redução das desigualdades sociais.

Fonte: Agência Brasil