Nova medida cria rede de valorização dos saberes ancestrais e fortalece mestres e mestras da cultura popular - © Marcello Casal JrAgência Brasil

Porto Velho, RO — Entrou em vigor nesta sexta-feira (22) a Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares, criada para garantir proteção, valorização e preservação dos conhecimentos transmitidos entre gerações em comunidades de todo o país.

A medida foi publicada no Diário Oficial da União e reconhece oficialmente a importância das manifestações culturais tradicionais na preservação da memória, da identidade e da diversidade cultural brasileira.

A nova política estabelece diretrizes voltadas à garantia dos direitos culturais, respeito à diversidade e implementação de políticas públicas intersetoriais destinadas à proteção do patrimônio cultural imaterial.

Além da preservação dos saberes ancestrais, o governo federal pretende incentivar a economia criativa, ampliando o acesso a mecanismos de financiamento e fortalecendo a divulgação das manifestações culturais no Brasil e no exterior.

O Ministério da Cultura terá prazo de 30 dias para apresentar a regulamentação detalhada da nova política nacional.

Valorização de mestres e mestras

Entre os principais pontos da medida está a criação do Programa Rede Nacional de Mestras e Mestres das Culturas Tradicionais e Populares.

A iniciativa será voltada a pessoas reconhecidas por suas comunidades como detentoras de conhecimentos tradicionais transmitidos pela oralidade e pela vivência cultural.

O objetivo é mapear, fortalecer e integrar esses agentes culturais, garantindo que os conhecimentos populares permaneçam vivos e acessíveis às futuras gerações.

Festejos populares e desenvolvimento local

A nova política também será reforçada pela Portaria nº 281, lançada simultaneamente para apoiar festejos populares promovidos por estados e municípios.

Segundo o governo federal, a proposta busca fortalecer a cultura de base comunitária como instrumento de desenvolvimento econômico e social.

As ações previstas incentivam a inovação sem descaracterizar as tradições culturais, além de estimular a sustentabilidade da economia local.

A medida também prevê iniciativas de enfrentamento das desigualdades sociais e promoção da equidade étnico-racial e de gênero, ampliando o apoio à produção cultural comunitária em diferentes regiões do país.

Fonte: Agência Brasil