Porto Velho, RO — A Prefeitura de Porto Velho publicou o edital de concorrência eletrônica nº 90006/2026 para a construção e equipagem da Casa da Mulher Brasileira na capital. O investimento estimado é de R$ 17.387.078,27.
A unidade será construída na Avenida Guaporé com a Rua Atlas, no bairro Três Marias, na zona Leste da cidade. A execução ficará sob coordenação da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), com atendimento vinculado à Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias).
Segundo o prefeito Léo Moraes, o projeto representa um compromisso firmado com a população feminina ainda em 2024. “A Casa da Mulher Brasileira será um espaço de acolhimento, onde nenhuma mulher estará sozinha no momento mais difícil”, destacou.
A estrutura foi planejada para oferecer atendimento integrado às mulheres em situação de violência, reunindo em um único local serviços como apoio psicológico, assistência social, orientação jurídica e suporte policial.
Para o secretário da Semias, Paulo Afonso, a iniciativa amplia o acesso à proteção. Já a secretária-adjunta, Tércia Marília, ressaltou que o objetivo é garantir um atendimento ágil, eficiente e humanizado às vítimas.
A escolha da zona Leste para implantação da unidade considera dados do Anuário de Violência, que apontam a região como a que concentra o maior número de registros de violência contra mulheres em Porto Velho.
A proposta da Casa da Mulher Brasileira é reduzir o percurso enfrentado pelas vítimas na busca por ajuda, centralizando os atendimentos e garantindo respostas mais rápidas e eficazes.
A iniciativa atende a uma demanda histórica de entidades, movimentos sociais e órgãos públicos que atuam na defesa dos direitos das mulheres, além de reforçar as políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica no município.
A abertura das propostas está marcada para o dia 4 de maio de 2026, às 10h, por meio do sistema do Governo Federal.
O projeto segue o modelo nacional da Casa da Mulher Brasileira, que integra diversos serviços em um único espaço para ampliar a proteção e o suporte às vítimas.
Fonte: Secom
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