Evento promove valorização das tradições indígenas com apresentações culturais e atividades educativas - Fotos: Ananda Carvalho e Ésio Mendes

Porto Velho, RO — Teve início nesta terça-feira (14), no Teatro Palácio das Artes, em Porto Velho, a IV Mostra Estudantil de Arte e Cultura Indígena (Maloca), iniciativa promovida pelo governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc). O evento reúne estudantes indígenas de diferentes regiões do estado e segue com programação até quinta-feira (16).

A proposta da mostra é valorizar os saberes tradicionais, fortalecer a identidade cultural e ampliar o debate sobre diversidade nas escolas da rede pública, integrando atividades pedagógicas e manifestações culturais dos povos indígenas.


Durante a abertura, o governador em exercício Alexandre Miguel, presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), destacou a importância da iniciativa para o reconhecimento da diversidade cultural no ambiente educacional.

“A mostra fortalece a diversidade e as políticas públicas voltadas aos povos indígenas. A Maloca é um espaço de reconhecimento, onde os estudantes podem expressar sua identidade e manter vivas as tradições dentro do ambiente escolar”, afirmou.

O secretário da Seduc, Massud Brada, ressaltou que o evento funciona como um ambiente de aprendizado coletivo e diálogo entre culturas.

“A Maloca permite que os estudantes compartilhem histórias, conhecimentos e tradições, enriquecendo a formação educacional de toda a rede de ensino”, destacou.

Já o secretário da Casa Civil, Elias Rezende, afirmou que a iniciativa representa um espaço de encontro e valorização das origens culturais.

“Mais do que uma programação cultural, a Maloca reforça vínculos, aproxima a comunidade escolar das suas origens e reafirma o compromisso com políticas públicas que reconhecem a diversidade como parte fundamental da educação”, declarou.

Saberes tradicionais

A abertura contou com uma programação diversificada, incluindo exibição de documentários, apresentações de teatro, dança, música, além de exposição de artesanato e fotografias, destacando diferentes expressões culturais dos povos indígenas participantes.

A estudante Rafaela Cinta Larga participou pela segunda vez do evento e apresentou um documentário e uma encenação teatral com colegas. O documentário retrata o episódio conhecido como Paralelo 11, relacionado ao massacre contra o povo Cinta Larga, abordando a resistência da comunidade ao longo do tempo.

Já a apresentação teatral trouxe o mito de origem do povo Cinta Larga, narrando o surgimento do sol e da lua segundo a tradição cultural da comunidade.

O estudante Kelvin Cinta Larga destacou a importância da iniciativa para manter viva a cultura indígena entre as novas gerações.

“A Maloca é muito importante para nós, povos Cinta Larga. É parte da nossa identidade e precisamos mostrar para todos a sua importância para que a nossa cultura continue viva”, afirmou.

Outro participante da programação foi o estudante Kenedy Paiter Suruí, que apresentou uma dança tradicional e uma música representativa da cultura Paiter Suruí, valorizando elementos culturais e identitários de sua comunidade.

Fonte: Secom