Relato transforma travessia histórica em experiência profunda entre natureza e história

Porto Velho, RO — A subida ao Monte Roraima, realizada em janeiro de 2026 pelo historiador Prof. Dr. Lourismar Barroso, se transformou em uma experiência marcada por reflexão, fé e conexão com a história, especialmente com a trajetória de Marechal Cândido Rondon.


Segundo o relato, a jornada vai além do esforço físico, exigindo persistência, entrega e resistência emocional. A trilha, marcada por pedras, lama e incertezas, impõe desafios que ultrapassam o corpo e alcançam o campo da espiritualidade.


A presença constante da chuva, descrita como quase ritualística, reforçou o caráter simbólico da travessia, funcionando como um elemento de purificação e renovação interior.

Reencontro com a história

Durante o percurso, o historiador destacou a sensação de refazer, ainda que simbolicamente, os caminhos percorridos por Marechal Rondon em 1927, enfrentando condições adversas em uma região marcada pela grandiosidade e pelos desafios naturais.

A experiência proporcionou uma compreensão mais profunda não apenas da dimensão geográfica da expedição, mas também da grandeza humana e do legado histórico deixado pelo militar.

O silêncio do topo

Ao alcançar o topo, o momento não foi descrito como conquista, mas como um encontro com o silêncio e a imensidão do tempo. As formações rochosas e a neblina criaram um cenário que reforça a ideia de que nem tudo pode ser plenamente compreendido, apenas sentido.

O Monte Roraima foi definido como uma experiência que transcende a paisagem, sendo uma linguagem natural que dialoga com quem se permite desacelerar.

Da vivência à escrita


A travessia resultou na obra “Rondon, trilhas que uniram o Brasil: 100 anos da subida ao Monte Roraima”, que busca conectar passado e presente, destacando a importância histórica da expedição e sua influência nos dias atuais.

O relato evidencia que a experiência não termina na descida da montanha, mas continua como uma transformação interna duradoura, refletindo o impacto de vivências que marcam profundamente o indivíduo.

Para o autor, há jornadas que permanecem vivas mesmo após o retorno, mostrando que algumas viagens seguem acontecendo dentro de quem as vivencia.

Fonte: News Rondônia