Material é considerado essencial para perícia sobre letalidade em operação policial com mais de 120 mortes - © Tomaz Silva/Agência Brasil

Porto Velho, RO — O governo do Rio de Janeiro informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que já realizou o envio das imagens das câmeras corporais de policiais militares que participaram da Operação Contenção para a Polícia Federal (PF).

A manifestação foi apresentada nesta terça-feira (7), após o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, declarar em ofício ao ministro Alexandre de Moraes que o material ainda não havia sido recebido pela corporação.

Segundo o governo fluminense, o compartilhamento foi feito de forma regular e a comprovação do envio já consta nos autos do processo em tramitação na Suprema Corte.

A controvérsia ocorre em meio às investigações sobre a legalidade da Operação Contenção, realizada no ano passado, que resultou em mais de 120 mortes em comunidades do estado.

Em março de 2026, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Civil e a Polícia Militar encaminhassem integralmente os registros audiovisuais para análise pericial da PF. Enquanto o material da Polícia Civil já está sendo analisado, a ausência inicial das imagens da PM gerou questionamentos sobre transparência e acesso às provas.

A investigação está vinculada à ADPF 635, conhecida como “ADPF das Favelas”, que estabelece diretrizes para reduzir a letalidade policial em áreas vulneráveis.

O uso de câmeras corporais é uma das principais exigências do STF para garantir o monitoramento das ações policiais e a produção de provas em casos com mortes.

A perícia da Polícia Federal é considerada fundamental para identificar possíveis abusos ou irregularidades durante a operação. Com a confirmação do envio das imagens, a expectativa é que o STF avalie as informações e determine a continuidade dos trabalhos técnicos.

O resultado da análise poderá impactar diretamente as políticas de segurança pública no estado, especialmente em relação às operações em comunidades e às medidas para redução da violência.

Fonte: Agência Brasil