Porto Velho, RO — A decisão do governador Marcos Rocha (União Brasil) de não reduzir o ICMS sobre o diesel nem aderir ao plano federal de subsídio ao combustível tem gerado repercussão e críticas em Rondônia, em meio à alta global dos preços do petróleo.
A medida ocorre em um cenário de instabilidade internacional, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos e Irã, que pressionam diretamente o custo dos combustíveis.
Críticas e polarização
Para a jornalista e advogada Luciana Oliveira, a decisão reflete uma polarização ideológica que pode impactar diretamente a população.
“Ao tentar atingir o governo federal, acaba penalizando os rondonienses, que terão que arcar com preços mais altos”, afirmou.
O plano federal previa um subsídio de até R$ 1,20 por litro de diesel por dois meses, com divisão de custos entre União e estados.
Estados aderem, Rondônia fica de fora
A maioria dos estados brasileiros aderiu à proposta, incluindo unidades da Região Norte, como Amazonas, Pará, Amapá, Roraima e Tocantins.
Rondônia, ao lado do Rio de Janeiro, optou por não participar do programa, o que ampliou o contraste com outras regiões do país.
Justificativa e impacto
O governo estadual justificou a decisão com base em preocupações fiscais e dúvidas sobre a efetividade da medida.
Para críticos, no entanto, a postura é considerada insuficiente diante de um cenário emergencial, já que o aumento do diesel impacta diretamente transporte, alimentos e serviços básicos.
Em um estado com forte dependência do transporte rodoviário, especialistas apontam que a decisão pode elevar o custo de vida e pressionar a economia local.
Debate político e gestão
A decisão também recoloca o governador no centro de debates sobre sua condução administrativa, com questionamentos sobre a resposta do governo a demandas da população.
Entre os pontos levantados por críticos estão a execução de obras estruturantes e a área da saúde, com destaque para o Hospital de Urgência e Emergência de Rondônia (Heuro), ainda não concluído.
O tema segue em discussão e deve continuar gerando repercussão, especialmente diante dos impactos diretos da alta dos combustíveis na vida da população.
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