Projeto de lei prevê que servidores municipais morem na capital, com exceções legais e prazo de 180 dias para regularização

Porto Velho, RO — A vereadora Sofia Andrade (PL) apresentou na Câmara Municipal um Projeto de Lei Complementar que torna obrigatória a residência dos servidores públicos municipais em Porto Velho. A proposta altera a Lei Complementar nº 385/2010, incluindo como dever funcional a moradia na capital rondoniense.

O texto estabelece exceções específicas, como casos de designação formal para atuar fora do município, licenças previstas em lei e situações excepcionais autorizadas por interesse público. O descumprimento da regra, sem justificativa legal, poderá ser enquadrado como infração funcional.

Servidores que atualmente residem fora da cidade terão prazo de 180 dias para se adequar à norma, caso a lei seja aprovada e publicada.

Defesa da economia local

Durante discurso na tribuna, Sofia Andrade criticou a prática de home office sem justificativa formal e defendeu que a medida fortalece a economia da capital.

“Pessoas que trabalham no município recebem do pagador de imposto de Porto Velho e moram fora. Não pagam aluguel aqui, não compram casa aqui, o filho não estuda aqui, não gastam combustível aqui, não consomem no comércio local”, afirmou.

Fundamentação jurídica

A vereadora citou o artigo 37 da Constituição Federal, que trata dos princípios da administração pública, e mencionou decisão do Supremo Tribunal Federal (ADPF 90), que reconhece a constitucionalidade da exigência de residência para servidores, desde que não haja restrição desproporcional ao direito de locomoção.

Segundo Sofia Andrade, o debate sobre o projeto permanece aberto para emendas e contribuições dos parlamentares, com o objetivo de aperfeiçoar o texto antes da votação em plenário.

Fonte: Agência Brasil