Programa Cisterna Sanear Amazônia beneficia cerca de 800 famílias em 24 comunidades da capital

Porto Velho, RO — Um projeto voltado ao acesso à água potável e saneamento básico está beneficiando aproximadamente 800 famílias ribeirinhas em 24 comunidades da capital. A iniciativa foi apresentada durante reunião entre a Prefeitura de Porto Velho e o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), responsável pela execução do Programa Cisterna Sanear Amazônia no município.


Desenvolvido com recursos federais, o programa implanta o Sistema Pluvial Multiuso Autônomo, tecnologia social adaptada às áreas de várzea que capta, trata e armazena água da chuva para uso doméstico. A estrutura inclui calhas, sistema de descarte da primeira água, reservatórios de 1.000 e 5.000 litros, filtro de barro e instalação sanitária elevada, garantindo funcionamento mesmo durante o período de cheias.


O sistema opera em dois módulos integrados. O módulo domiciliar capta a água do telhado, realiza o tratamento e armazena em reservatório individual de mil litros, abastecendo banheiro, chuveiro e pias. Já o módulo comunitário complementar utiliza reservatórios maiores, com cinco mil litros, tratamento simplificado e distribuição por rede, principalmente em períodos de estiagem. O projeto também inclui capacitação das comunidades para gestão e manutenção das estruturas.

Para reforçar a autonomia das unidades, está sendo implantado sistema de energia solar fotovoltaica, substituindo a energia convencional. As instalações já ocorrem nas comunidades de Betel, Paulo Leal e Belmont.

As tecnologias sociais implementadas pela Associação de Desenvolvimento Agrícola Interestadual (ADAI), em parceria com o MAB, somam 398 unidades distribuídas em localidades como Betel, Paulo Leal, Belmont, Bom Será 1 e 2, Brasileira, Boca do Jamari, Terra Firme, Cavalcante, Ilha dos Veados, Mutuns, Rio Verde e São Sebastião.

O Instituto Vitória Régia (IVR) é responsável por outras 402 tecnologias sociais que serão instaladas nas comunidades de Aliança, Nova Aliança, Ramal do Babaçu, Ramal do Jacu, Itacoã, São Carlos, Maravilha, Terra Caída e Niterói.


Segundo o coordenador do MAB, Océlio Muniz, a reunião buscou fortalecer a integração com o município. “O foco é garantir água tratada e saneamento para pessoas de baixa renda que vivem em áreas de difícil acesso. A ideia é trabalhar junto com a prefeitura para ampliar o atendimento e levar dignidade às famílias”, afirmou.


O diretor executivo da Defesa Civil, Marcelo Duarte, destacou a importância da parceria institucional. “Quando unimos esforços, conseguimos chegar a mais famílias e fortalecer as ações nas comunidades. O acesso à água de qualidade impacta diretamente na saúde e na qualidade de vida”, ressaltou.

O Sanear Amazônia é coordenado pelo Memorial Chico Mendes em parceria com o Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), por meio do Programa Cisternas do Novo PAC e do Fomento Rural. A iniciativa conta ainda com o apoio do Instituto Desenvolver (ID), Instituto Vitória Régia (IVR), Associação dos Produtores Rurais de Carauari (ASPROC), Associação de Mulheres do Baixo Cajari (AMBAC) e da própria ADAI.

Fonte: Secom