Porto Velho, RO — A Polícia Federal (PF) realizou, nesta terça-feira (31), uma nova fase da Operação Sisamnes, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão na residência de um ex-servidor do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O alvo da operação é Márcio José Toledo Pinto, ex-assessor do tribunal, suspeito de envolvimento em um esquema de venda de sentenças judiciais.
De acordo com a PF, o investigado estaria tentando atrapalhar o andamento das investigações, motivo pelo qual foi solicitada sua prisão preventiva. No entanto, o pedido foi negado pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), onde o caso tramita.
Esquema de corrupção e venda de decisões
Na última semana, a Polícia Federal concluiu o relatório do inquérito e indiciou Márcio Toledo e o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, apontado como o principal articulador do esquema.
Os investigados respondem, em tese, por corrupção, organização criminosa, violação de sigilo funcional e exploração de prestígio.
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo atuava na comercialização de minutas de decisões judiciais e no fornecimento de informações privilegiadas.
Mensagens interceptadas indicam que os envolvidos chegavam a cobrar cerca de R$ 50 mil por decisões, com casos em que o texto publicado pelo tribunal seria idêntico ao previamente negociado.
Investigação em andamento
O relatório da PF não apontou indícios de envolvimento de ministros do STJ. Também não foram identificados crimes por parte de Daimler Alberto de Campos e Rodrigo Falcão, chefes de gabinete de ministros da Corte.
As investigações seguem em andamento, com o objetivo de aprofundar a apuração do esquema e identificar todos os possíveis envolvidos.
Fonte: Carta Capital
0 Comentários