Decisão da Camex busca reduzir custos, conter inflação e garantir abastecimento da indústria - © Tânia Rêgo/Agência Brasil

Porto Velho, RO — O governo federal decidiu zerar a tarifa de importação de 191 produtos eletrônicos e de informática, em medida anunciada nesta quinta-feira (26) pelo Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex).

A decisão reverte parte do aumento tarifário aplicado em fevereiro e tem como objetivo reduzir custos da indústria nacional e garantir o acesso a componentes tecnológicos que não possuem fabricação no país, evitando gargalos na produção.

Ampliação para quase mil produtos

No total, a Camex zerou tarifas de 970 produtos, incluindo a renovação de concessões para 779 itens e a inclusão de novas categorias consideradas estratégicas.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a medida foi baseada em critérios técnicos e em solicitações de empresas que comprovaram falta de oferta interna suficiente.

O governo informou ainda que o prazo para novos pedidos de revisão tarifária segue aberto até o dia 30 de março.

Benefícios para saúde e agronegócio

A desoneração também alcança o setor de saúde, com a redução a zero da tarifa de importação de medicamentos essenciais para tratamento de doenças como Parkinson, Alzheimer, diabetes e esquizofrenia.

No agronegócio, a medida beneficia a importação de fungicidas e inseticidas, contribuindo para a redução de custos na produção rural.

Proteção à indústria nacional

Ao mesmo tempo, a Camex aplicou medidas antidumping contra produtos provenientes da China, Estados Unidos e Canadá, visando proteger a indústria brasileira contra a entrada de mercadorias com preços artificialmente baixos.

O foco é preservar a competitividade de setores como o químico e o de plásticos, especialmente em insumos como o polietileno, amplamente utilizado na fabricação de embalagens e brinquedos.

Impacto nos preços

A expectativa é que a redução das tarifas contribua para a estabilização dos preços de eletrônicos, medicamentos e insumos nos próximos meses, inclusive em Porto Velho.

O Mdic reforçou que a medida é temporária, mas considerada essencial para manter o equilíbrio entre controle da inflação e competitividade da indústria nacional.

Fonte: Agência Brasil