Decreto limita uso de recursos viciantes, reforça controle de dados e amplia responsabilidades das plataformas digitais

Porto Velho, RO — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta quarta-feira (18), um decreto que regulamenta o ECA Digital, estabelecendo novas regras para proteger crianças e adolescentes no ambiente online.

A medida impõe obrigações para redes sociais, aplicativos e jogos, que passam a adotar mecanismos mais rígidos de controle, segurança e proteção de dados para usuários menores de 18 anos.

Fim de recursos considerados viciantes

Entre as principais mudanças, está a proibição de ferramentas que incentivam o uso excessivo das plataformas por menores, como:

Rolagem infinita de conteúdos (feed infinito);

Reprodução automática de vídeos (autoplay);

Sistemas de recompensa baseados no tempo de uso;

Notificações que estimulam permanência contínua.

Segundo o governo, o objetivo é reduzir o tempo excessivo de exposição e os impactos negativos na saúde mental e comportamento de crianças e adolescentes.

Controle de dados e verificação de idade

O decreto também restringe o uso de dados pessoais de menores, proibindo o compartilhamento indiscriminado e limitando o rastreamento de navegação.

As plataformas deverão implementar mecanismos eficazes de verificação de idade, especialmente para conteúdos sensíveis, como apostas, álcool e material adulto.

A fiscalização ficará sob responsabilidade da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), que ainda definirá o cronograma de adaptação das empresas.

Regras para influenciadores mirins

O decreto estabelece ainda que conteúdos envolvendo menores de idade, quando monetizados ou impulsionados, deverão ter autorização judicial prévia.

A medida busca coibir a exploração da imagem de crianças e adolescentes na internet.

Combate a crimes digitais

Outra iniciativa prevista é a criação de um centro nacional ligado à Polícia Federal, responsável por concentrar denúncias de crimes digitais contra menores.

O objetivo é intensificar o combate a práticas como exploração sexual, cyberbullying e incitação à violência.

Avanço na proteção digital

Segundo o governo, a regulamentação coloca o Brasil entre os países com regras mais avançadas na proteção digital infantojuvenil.

A expectativa é que as novas normas promovam mais segurança, controle e responsabilidade no uso da internet por crianças e adolescentes.

Fonte: News Rondônia