Criminosos utilizam tecnologia para mascarar chamadas e se passar por funcionários de bancos para obter senhas e dados sigilosos dos clientes - © Bruno Peres/Agência Brasil

Porto Velho, RO — A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) emitiu um alerta nesta sexta-feira sobre uma nova modalidade de fraude bancária conhecida como “golpe do falso gerente” por telefone, em que criminosos se passam por funcionários de instituições financeiras para enganar clientes.

Na abordagem, os golpistas entram em contato com as vítimas relatando supostas irregularidades na conta bancária, como cartões clonados, movimentações suspeitas ou descontos indevidos. Com esse pretexto, eles tentam convencer o cliente a fornecer informações sigilosas e códigos de segurança.

De acordo com a Febraban, os criminosos utilizam tecnologia de mascaramento de chamadas, que permite alterar o número exibido no celular da vítima. Dessa forma, o visor pode mostrar o número real da central de atendimento do banco, aumentando a credibilidade da fraude.

Durante a ligação, os golpistas costumam solicitar senhas bancárias, códigos de acesso, tokens ou confirmações de segurança. Com esses dados em mãos, eles conseguem realizar transações fraudulentas, transferências e outros acessos indevidos às contas das vítimas.

A entidade reforça que nenhuma instituição financeira solicita senhas ou dados confidenciais por telefone. Por isso, a orientação é que, ao receber uma ligação suspeita pedindo informações financeiras, o cliente desligue imediatamente.

Em caso de dúvida, o recomendado é entrar em contato diretamente com o banco por meio dos canais oficiais de atendimento ou procurar uma agência física para verificar a situação.

Se o golpe for consumado, a vítima deve comunicar o banco imediatamente para bloquear acessos, cartões e senhas. Também é fundamental registrar um boletim de ocorrência junto às autoridades policiais.

A Febraban destaca ainda que a segurança digital depende da proteção das informações pessoais. Senhas, códigos de autenticação e chaves de acesso nunca devem ser compartilhados, seja por telefone, e-mail ou links enviados por mensagens.

Fonte: Agência Brasil