Porto Velho, RO — A taxa de desemprego no Brasil subiu para 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da alta em relação ao trimestre anterior, o índice é o menor já registrado para esse período desde 2012.
No trimestre móvel anterior, encerrado em novembro, a taxa era de 5,2%. Já no mesmo período de 2025, o índice estava em 6,8%, o que reforça a tendência de melhora gradual no mercado de trabalho.
Ao todo, o país contabilizou 102,1 milhões de pessoas ocupadas e 6,2 milhões em busca de emprego. No trimestre anterior, eram 5,6 milhões de desocupados.
Segundo o IBGE, o aumento da desocupação está ligado à queda de vagas nos setores de saúde, educação e construção, refletindo um comportamento sazonal típico do início do ano.
A coordenadora da pesquisa, Adriana Beringuy, explicou que parte dessa variação ocorre devido ao encerramento de contratos temporários, especialmente no setor público, impactando o nível de ocupação.
Rendimento bate recorde
Mesmo com a leve alta no desemprego, o rendimento médio mensal do trabalhador atingiu R$ 3.679, o maior valor já registrado na série histórica.
O valor representa um aumento de 2% em relação ao trimestre anterior e de 5,2% na comparação com o mesmo período de 2025, já considerando os efeitos da inflação.
De acordo com o IBGE, o avanço da renda é impulsionado pela maior demanda por trabalhadores e pela expansão da formalização, principalmente nos setores de comércio e serviços.
Outros dados do mercado de trabalho
O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado chegou a 39,2 milhões, mantendo estabilidade tanto em relação ao trimestre anterior quanto ao mesmo período do ano passado.
Já os trabalhadores por conta própria somaram 26,1 milhões, também estáveis na comparação trimestral, mas com alta de 3,2% em relação a 2025.
A taxa de informalidade ficou em 37,5%, o equivalente a 38,3 milhões de trabalhadores sem garantias trabalhistas, como previdência e férias.
Critérios da pesquisa
A Pnad Contínua considera pessoas a partir de 14 anos e abrange todas as formas de ocupação, com ou sem carteira assinada, temporários e trabalhadores autônomos.
Para ser considerada desocupada, a pessoa precisa ter procurado emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa. O levantamento é realizado em cerca de 211 mil domicílios em todo o país.
A maior taxa de desemprego da série histórica foi de 14,9%, registrada durante a pandemia de covid-19 entre 2020 e 2021. Já a menor foi de 5,1%, no quarto trimestre de 2025.
Fonte: Agência Brasil
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