Porto Velho, RO — A safra 2026 da Castanha-da-Amazônia apresenta crescimento expressivo nas Reservas Extrativistas Estaduais, consolidando a retomada da produção após dois anos de resultados abaixo do esperado. O avanço é acompanhado pelo governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), que destaca a importância estratégica da cadeia produtiva para a sociobioeconomia e geração de renda sustentável.
Em 2025, a produção registrou queda significativa, atribuída por extrativistas à redução das chuvas durante o período de florada em 2024, fator que comprometeu a formação dos frutos. Neste ano, no entanto, a safra sinaliza recuperação consistente. Estimativas técnicas levantadas pela Coordenadoria de Unidades de Conservação (CUC), junto aos produtores, apontam para uma produção aproximada de 140 mil toneladas apenas na Resex do Rio Cautário.
Recuperação fortalece economia regional
O aumento da produção em 2026, superior aos dois anos anteriores, reforça a retomada da cadeia extrativista e deve movimentar mais de R$ 1 milhão no comércio de Costa Marques, do distrito de São Domingos e de outros municípios de Rondônia. Além de impulsionar a economia regional, a safra garante renda, segurança alimentar e a continuidade das tradições das famílias que vivem do extrativismo.
O governador Marcos Rocha destacou o compromisso da gestão com o desenvolvimento aliado à preservação ambiental. “Rondônia tem na Castanha-da-Amazônia um símbolo da nossa floresta em pé e da força do povo. O crescimento da safra em 2026 demonstra que é possível gerar renda, promover dignidade às famílias extrativistas e, ao mesmo tempo, preservar o meio ambiente”, afirmou.
Impacto social e preservação cultural
Para o coordenador da CUC, Daniel Santos de Souza, a safra representa impacto social relevante para as famílias que vivem nas reservas. “A castanha vai muito além da geração de renda. Para as famílias extrativistas, ela representa segurança alimentar, preservação das práticas culturais tradicionais e a garantia de recursos financeiros essenciais para investir em bens duráveis e organizar a vida econômica ao longo do ano”, destacou.
O secretário da Sedam, Marco Antonio Lagos, ressaltou que a safra desempenha papel estratégico no fortalecimento da política ambiental e na consolidação de uma economia sustentável em Rondônia. “A Castanha-da-Amazônia é um exemplo claro de que preservação e desenvolvimento caminham juntos. Nosso compromisso é seguir apoiando as comunidades extrativistas, garantindo a conservação das reservas e fortalecendo uma economia que valoriza a floresta e gera oportunidades para a população”, frisou.
Morador da Reserva Extrativista e atuando há anos na coleta da castanha, o extrativista Idalino Alves Nunes reforçou o significado da safra para as famílias. “A castanha vai muito além dos números. Para nós, ela é alimento, é renda, é vida. É o que nos dá condições de comprar o que precisamos e melhorar a nossa qualidade de vida. É dela que tiramos o sustento da família e a esperança de um futuro melhor”, concluiu.
0 Comentários