Crime ocorreu em 2022; agressor deverá cumprir no mínimo 25 anos de prisão - © iStock

Porto Velho, RO — Um homem de 26 anos foi condenado à prisão perpétua nesta quarta-feira (25), quase quatro anos após matar uma menina de nove anos a facadas em Boston, no condado de Lincolnshire, na Inglaterra. O crime ocorreu em 28 de fevereiro de 2022.

A vítima, Lilia Valutyte, foi atingida no coração enquanto brincava em frente à loja da mãe. Segundo informações divulgadas pela imprensa britânica, o agressor, identificado como Deividas Skebas, foi considerado culpado por homicídio e deverá cumprir pena mínima de 25 anos antes de poder solicitar revisão da sentença.

Crime ocorreu em plena rua

No dia do ataque, a criança brincava com um arco na rua onde funcionava o comércio da família. A mãe encontrou a filha caída e ensanguentada, inicialmente acreditando que se tratava de um acidente. Um policial que estava nas proximidades tentou prestar socorro, mas a menina não resistiu aos ferimentos. O óbito foi declarado cerca de meia hora após o ataque.

Imagens de videovigilância mostraram o agressor observando a criança à distância antes de se aproximar. Após o ataque, ele fugiu do local, mas foi preso dois dias depois.

Saúde mental e julgamento

Após a detenção, o homem foi encaminhado para avaliação médica, já que especialistas apontaram que sua saúde mental estava em declínio. Durante interrogatório, ele apresentou declarações desconexas, afirmando acreditar ter ingerido um microchip e que a vítima poderia ser “ressuscitada” com um telefonema para a NASA.

Em tribunal, foi confirmado que o agressor fazia uso de drogas, incluindo anfetaminas, substâncias que poderiam agravar o quadro de esquizofrenia previamente diagnosticado.

Promotores classificaram o caso como “um homicídio deliberado e cruel”, ressaltando o grau de planejamento envolvido e a vulnerabilidade da vítima.

Impacto para a família

Durante o julgamento, a mãe de Lilia declarou que a dor pela perda da filha é irreparável e que ainda busca respostas para o ocorrido. O juiz destacou que, apesar da condenação à prisão perpétua, medidas adicionais poderão ser consideradas conforme a evolução do estado de saúde mental do condenado.

Fonte: Notícias ao Minuto