O presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro aparecem como principais nomes na disputa pelo Palácio do Planalto, segundo avaliação de dirigente petista -  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil e Carlos Moura/Agência Senado

Porto Velho, RO — Integrante da executiva nacional do PT, o deputado federal Jilmar Tatto (SP) afirmou não se surpreender com o crescimento de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República. Segundo o dirigente, o avanço do senador reflete a polarização política e consolida o parlamentar como principal adversário do presidente Lula (PT).

De acordo com o petista, a projeção de que haveria espaço para um candidato de centro não deve se confirmar. “Os estrategistas do Centrão acharam que teria um espaço para o centro. Não existe esse espaço no Brasil. Então, não tem surpresa”, declarou.

Tatto avalia que deve ocorrer um “desmoronamento” do chamado centro político, com parte significativa desse campo migrando para o apoio à reeleição de Lula. Para ele, a perspectiva de vitória do atual presidente tende a atrair alianças e fortalecer a campanha governista ao longo do processo eleitoral.

O deputado também demonstrou confiança de que Lula crescerá nas pesquisas após o início oficial da campanha, impulsionado por alianças políticas e realizações do governo federal. Ele defendeu ainda a aprovação, no Congresso Nacional, do fim da jornada de trabalho 6×1 e apontou o combate a privilégios como eixo central do discurso eleitoral.

“É a disputa política de que no País o andar de cima não quer abrir mão dos seus privilégios. É fazer com que haja distribuição de renda, e o 1% que se defenda”, afirmou.

Levantamento da Quaest divulgado na última quarta-feira (11) indica que Lula lidera todos os cenários testados, tanto no primeiro quanto no segundo turno. No entanto, a vantagem sobre Flávio Bolsonaro diminuiu em comparação com a rodada anterior.

Em janeiro, a liderança do presidente no primeiro turno variava entre sete e 17 pontos percentuais, a depender do cenário. Agora, oscila entre quatro e oito pontos. Em uma eventual disputa direta no segundo turno, Lula segue à frente, mas a diferença caiu de sete para cinco pontos, evidenciando um cenário mais competitivo.

Fonte: Carta Capital