Investigação foi concluída após análise de laudos, imagens e depoimentos sobre ataques a animais na Praia Brava - © Polícia Civil de Santa Catarina

Porto Velho, RO — A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu, na noite desta terça-feira (3), a investigação sobre o ataque e morte do cão Orelha, ocorrido no dia 4 de janeiro, na Praia Brava. O animal, que era cuidado pela comunidade local, morreu no dia seguinte em decorrência da violência sofrida.

Segundo a polícia, um adolescente envolvido diretamente no crime teve a internação solicitada. Além disso, três adultos, parentes dos agressores, foram indiciados por coação a testemunha durante o curso das investigações.

Após a análise do laudo de corpo de delito, os peritos constataram que, por volta das 5h30 da madrugada do dia 4 de janeiro, Orelha, com cerca de 10 anos de idade, sofreu uma pancada contundente na cabeça, possivelmente provocada por um chute ou por objeto rígido, como madeira ou garrafa. O cão ainda foi levado com vida a uma clínica veterinária, mas não resistiu aos ferimentos.

As investigações envolveram a análise de mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança, além da oitiva de 24 testemunhas e avaliação de diversas provas técnicas. O adolescente que teve a internação pedida é o mesmo que viajou para a Disney logo após o ataque, retornando ao Brasil no dia 29 de janeiro, quando foi abordado pelas autoridades ainda no aeroporto.

Caso Caramelo

A Polícia Civil também concluiu as apurações relacionadas ao caso do cachorro Caramelo, atacado por outros quatro adolescentes. Conforme a investigação, os envolvidos tentaram afogar o animal no mar. Caramelo conseguiu escapar com vida e acabou sendo adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel.

Os dois casos reforçam o debate sobre violência contra animais e a responsabilização de adolescentes e adultos envolvidos em crimes dessa natureza, segundo destacaram as autoridades responsáveis pela investigação.

Fonte: Agência Brasil