
Porto Velho, Rondônia - O ano pré-eleitoral já começou a apertar o tabuleiro político em Rondônia, e um dilema estratégico vem tirando o sono de vereadores do Partido Republicanos: seguir no mandato ou arriscar tudo para disputar as eleições de 2026 como deputados estaduais.
O problema é direto, reto e sem rodeios. O Republicanos não vai conceder carta de liberação. Ou seja, quem decidir se lançar candidato a deputado estadual em 2026 terá que abrir mão do mandato de vereador, entregando a cadeira para a suplência. A posição foi confirmada pelo partido e chancelada pelo deputado estadual Alex Redano (Republicanos), uma das principais lideranças da sigla no estado.
Quem são os vereadores no centro do impasse
Atualmente, seis vereadores vivem esse cenário delicado — todos com capital eleitoral suficiente para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa, mas presos à regra partidária:
Em Porto Velho:
Márcio Pacelle
Adalto de Bandeirantes
Fernando Silva
No interior:
Lano Matias (Ariquemes)
Marcelo Lemos (Ji-Paraná)
O detalhe que apimenta ainda mais a disputa: todos sabem que, dentro do Republicanos, seriam apenas “escadinhas” — candidatos usados para ajudar a legenda a atingir o quociente eleitoral, mas sem reais chances de eleição pela própria sigla.
Estratégia fechada e jogo duro
O movimento não acontece por acaso. Nos bastidores, Alex Redano articula a vinda de pelo menos dois deputados estaduais já eleitos para reforçar o Republicanos em 2026. E aí entra o fator decisivo: estrutura.
Um mandato de deputado estadual em Rondônia movimenta mais de R$ 500 mil por mês, além de quase R$ 30 milhões em emendas parlamentares ao longo do mandato. É poder político, eleitoral e financeiro — e ninguém quer dividir espaço.
Enquanto isso, os atuais deputados estaduais estão se fechando entre eles, blindando vagas e controlando as nominatas. Além do Republicanos, o mesmo movimento ocorre em partidos como:
PLPSD
UB/PP
PRD/Solidariedade
PRTB
PT/PV/PCdoB
Projeção eleitoral: voto tem, partido não
Nos cálculos de bastidor, a projeção é clara: os atuais deputados estaduais devem ultrapassar facilmente a marca de 12 mil votos. Muitos até podem perder a eleição — mas não por falta de voto, e sim por falta de partido.
A situação se agrava porque legendas como Podemos, Novo, Avante, Mobiliza, MDB e PDT já avisaram:
👉 não há espaço para quem já tem mandato de deputado estadual.
⚖️ Mandato hoje ou promessa amanhã?
Para os vereadores do Republicanos, o dilema é cruel e clássico da política brasileira:
👉 manter o mandato certo hoje ou apostar no sonho de 2026, com risco real de ficar sem nada.
É o velho jogo do poder: quem tem estrutura puxa a corda, quem tem voto segura a respiração. E, como sempre, o tempo — esse juiz silencioso — vai dizer quem calculou certo e quem pulou antes da hora.
Na política, como na vida, nem sempre quem sobe a escada chega ao topo — alguns ficam só segurando o degrau.
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