Levantamento aponta cenário pulverizado e alto índice de indecisos na disputa pela Câmara Federal em 2026

Porto Velho, RO — O Instituto Phoenix divulgou a 1ª pesquisa de opinião pública de 2026 sobre a corrida eleitoral para deputado federal em Rondônia. O levantamento, realizado entre os dias 16 e 20 de janeiro, revela um cenário ainda fragmentado, com muitos nomes citados e um alto percentual de eleitores indecisos. A pesquisa foi contratada pelo Jornal Correio Continental.

Na pergunta espontânea — “Em quem você vai votar para deputado federal na próxima eleição?” — o ex-prefeito de Porto Velho, Jesualdo Pires (UP), aparece na liderança com 6,12% das intenções de voto na amostra total, o que corresponde a 10,3% dos votos válidos.

Em seguida, surgem Zequinha Araújo (MDB), com 5,12% (8,6% dos válidos), e Ezequiel Neiva (UP), que registra 4,37% (7,4%). Na sequência do ranking aparecem Amir Lando (MDB), com 3,62%, Fernando Máximo (Podemos), com 3%, e Joliane Fúria (PSD), com 2,62% das intenções de voto.

Também figuram entre os nomes mais citados Luiz Cláudio (PL), Lúcio Mosquini (UP), Mauro Nazif (PSB) e Ismael Crispin (PL), reforçando a percepção de uma disputa ampla e ainda sem definições claras.

O levantamento chama atenção para o elevado índice de indecisos. Ao todo, 29,59% dos entrevistados afirmaram não saber ou preferiram não opinar, enquanto 11,24% disseram que pretendem votar em branco ou anular o voto. Outros 3,37% citaram nomes diversos, fora da lista principal, evidenciando um cenário ainda em construção.


De acordo com os dados técnicos, a pesquisa ouviu 801 eleitores em 12 municípios de Rondônia, possui margem de erro de ±3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A estatística responsável é Liniane Gazola (registro nº 9063). O levantamento está registrado no TRE-RO sob o nº 0828-2026.

Analistas avaliam que, apesar da liderança inicial de Jesualdo Pires, o quadro eleitoral para a Câmara Federal em Rondônia segue altamente pulverizado, com amplo espaço para movimentações políticas, consolidação de candidaturas e crescimento de nomes que ainda aparecem com índices modestos.

A expectativa é que novas pesquisas, especialmente no modelo estimulado, tragam maior clareza sobre a disputa à medida que o calendário eleitoral de 2026 avança.