Porto Velho, RO — Com o objetivo de fortalecer o monitoramento das síndromes respiratórias, garantir a detecção precoce e manter a capacidade de resposta do Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério da Saúde, em atuação integrada com os estados, intensificou a vigilância epidemiológica da Influenza A após a identificação de uma variação genética do vírus, conhecida como subclado K, ou H3N2.
A variante, popularmente chamada de “gripe K”, já foi confirmada no Brasil, inclusive na Região Norte, porém não há evidências de aumento da gravidade clínica da doença. Os alertas seguem alinhados às orientações da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e da Organização Mundial da Saúde (OMS).
O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou que o estado acompanha permanentemente as diretrizes do Ministério da Saúde. “Trabalhamos para assegurar proteção à população, com investimentos contínuos em vigilância em saúde, vacinação e fortalecimento da rede pública”, afirmou.
O diretor-geral da Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia (Agevisa/RO), Gilvander Gregório de Lima, explicou que o monitoramento segue protocolos técnicos consolidados. “Não se trata de um vírus novo. A variante está sendo acompanhada de perto, com vigilância ativa integrada à rede nacional, garantindo informação segura e resposta oportuna”, ressaltou.
Sintomas permanecem os mesmos
Segundo a gerente técnica de Vigilância Epidemiológica da Agevisa/RO, Luma Akemi de Azevedo Kubota, o subclado K da Influenza A (H3N2), oficialmente denominado J.2.4.1 pela OMS, apresenta maior transmissibilidade, mas não está associado a quadros mais graves. “Os sintomas são compatíveis com a influenza sazonal e, até o momento, não há registro de casos dessa variante em Rondônia”, explicou.
Os sinais clínicos seguem o padrão clássico da gripe, como febre, tosse, dores musculares e cansaço. O Ministério da Saúde reforça que a vacina contra a influenza, ofertada pelo SUS, continua sendo a principal medida para prevenir casos graves e hospitalizações, mesmo diante de variações genéticas do vírus.
Na Região Norte, a Campanha de Vacinação contra a Influenza 2025/2026 teve início em 3 de novembro de 2025 e segue até 28 de fevereiro de 2026. A recomendação é que a população, especialmente idosos, gestantes, crianças, trabalhadores da saúde e pessoas com comorbidades, mantenha a vacinação em dia, adote medidas de higiene e procure atendimento médico em caso de agravamento dos sintomas.
As ações de monitoramento e prevenção contam com a atuação integrada do Ministério da Saúde, Agevisa/RO, Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacens) e das secretarias municipais de saúde.
Fonte: O observador
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