Entidade aponta dependência do mercado chinês e pede medida urgente para evitar queda da arroba e perda de empregos.

Porto Velho, RO — A Associação dos Pecuaristas de Rondônia (APRON) protocolou na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO) uma manifestação institucional alertando para o risco de embargo à carne bovina rondoniense, diante da elevada dependência do mercado chinês, e reforçando a urgência na aprovação da proposta que reduz o ICMS do gado em pé para abate de 12% para 4%.

O documento foi elaborado em conjunto com a Câmara Setorial da Carne e destaca que a China concentra a maior parte das exportações de carne bovina do estado, o que amplia a vulnerabilidade do setor a eventuais barreiras comerciais e oscilações do mercado internacional.

Para o presidente da APRON, Adélio Barofaldi, a medida tributária é estratégica para proteger toda a cadeia produtiva. “Rondônia precisa de instrumentos de defesa econômica. A redução do ICMS cria alternativa de mercado, ajuda a reequilibrar a oferta e protege o produtor, a indústria e os empregos no estado”, afirmou.

O coordenador da Câmara Setorial da Carne, Edson Afonso, ressaltou que a proposta é fruto de diálogo técnico e institucional. “Estamos tratando de equilíbrio de mercado. Sem essa medida, o excesso de oferta interna pressiona a arroba, compromete a renda do produtor e coloca em risco a própria indústria frigorífica”, explicou.

Segundo a APRON, a redução do ICMS permitirá maior circulação de animais, reduzirá distorções de preço e funcionará como mecanismo preventivo diante de possíveis restrições externas. A entidade defende que a proposta seja apreciada com urgência pela ALE-RO para garantir competitividade, estabilidade e segurança econômica à pecuária rondoniense.

Fonte: Cardeno Destaque