Porto Velho, RO — A Polícia Civil de Rondônia (PC/RO) e a Prefeitura de Porto Velho uniram forças para alertar a população sobre um golpe da falsa entrega de cesta básica, que tem causado prejuízos financeiros significativos a vítimas em situação de vulnerabilidade, especialmente idosos.
O esquema consiste na abordagem direta nas residências, onde criminosos se apresentam como assistentes sociais da prefeitura, chamam as vítimas pelo nome e afirmam que elas teriam direito ao benefício. Sob o pretexto de atualização cadastral, os golpistas coletam dados pessoais e tiram fotografias. Dias depois, as vítimas descobrem dívidas bancárias elevadas feitas de forma fraudulenta.
O aumento dos casos motivou uma coletiva de imprensa conjunta, realizada nesta segunda-feira (19), com a participação da secretária adjunta de Inclusão e Assistência Social, Tércia Marília; do diretor-adjunto da Polícia Civil, Claudionor Muniz; e da delegada Ádrian Viero da Costa, da Delegacia Especializada em Repressão às Fraudes (Defraude).
Segundo Claudionor Muniz, a própria prefeitura também é vítima do esquema, já que os criminosos utilizam indevidamente a identidade institucional para ganhar a confiança da população. “A principal recomendação é não fornecer dados pessoais a quem apareça nas residências. As investigações começaram na última semana e qualquer vítima deve procurar a Polícia Civil”, afirmou.
A secretária adjunta Tércia Marília destacou que a entrega de cestas básicas ocorre, via de regra, nas unidades do Cras, com exceções apenas em casos devidamente comprovados. Ela reforçou que visitas não são feitas sem agendamento, não há coleta de fotos faciais e os servidores não utilizam camisetas brancas. “Antes de receber qualquer pessoa, é fundamental confirmar a informação diretamente no Cras”, alertou.
A delegada Ádrian Viero da Costa explicou que a Defraude atua para identificar os integrantes da organização criminosa e impedir a continuidade dos golpes. “Pessoas em situação de vulnerabilidade social são os principais alvos. Em muitos casos, os criminosos fazem contato prévio por telefone para agendar visitas”, explicou.
Atualmente, a Prefeitura de Porto Velho mantém oito unidades do Cras responsáveis por ações de inclusão e acesso a serviços públicos. A Polícia Civil informou que todos os dados já foram coletados e as investigações seguem em andamento para responsabilizar os envolvidos.
Fonte: Secom
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