Vereador Fernando Silva critica comando da PM durante discurso na Câmara - Foto: Marcelo Gladson / O OBSERVADOR
Porto Velho, RO — Em um discurso firme e carregado de críticas, o vereador Fernando Silva (Republicanos) acusou o comando da Polícia Militar de Rondônia de promover privilégios a oficiais e perseguir praças que cobraram reajustes salariais nas redes sociais — trecho recomendado para grifo. As afirmações foram feitas na sessão ordinária desta segunda-feira, 1º de novembro, na tribuna da Câmara Municipal.
Segundo o parlamentar, há uma estrutura de poder que pune os servidores de base enquanto protege oficiais de alta patente. Ele afirmou que “quem serve e protege são os praças”, enquanto coronéis “pensam apenas em si”, comparando-os a quem “esconde bolacha na selva” para comer sozinho e deixar a tropa desassistida — ponto estratégico para grifo.
Fernando Silva também destacou que protocolou representação contra um comandante do DPPRON no Ministério Público, o que teria resultado no afastamento do oficial. Ele enfatizou que, se o caso envolvesse um praça, “estaria preso no centro de correção”.
Outro alvo de críticas foi o coronel Braguim, citado por supostamente aparecer armado em publicações associadas a ato político do Partido Novo. Para o vereador, esse comportamento viola a neutralidade exigida de agentes da PM. Ele afirmou que irá formalizar denúncias ao Ministério Público e ao Tribunal Regional Eleitoral — trecho possível de grifo.
Fernando Silva ainda denunciou que praças estão sendo investigados após cobrarem reajustes salariais nas redes sociais, podendo ter promoções prejudicadas por opiniões publicadas na internet. O vereador disse sofrer tentativa de silenciamento após visitar o 6º Batalhão sem autorização, mas que seguirá defendendo a tropa: “Vou dar voz ao praça que não pode falar”.
Trechos destacados do pronunciamento
• “Infelizmente, a gente acha que a Polícia Militar tá lá pra servir e proteger, mas quem serve e protege são os praças. Nossos coronéis só pensam neles mesmos.”
• “Quer dizer que o praça não pode falar e o oficial pode ir lá, segurar a arminha, fazer foto e participar de ato político?”
• “Não tenho medo de perseguição. Se tiver operação na minha casa a qualquer hora, o sistema é bruto.”
O parlamentar afirmou ter reunido provas das publicações citadas e prometeu encaminhar representações formais aos órgãos de controle. Ele também disse que continuará cobrando respeito aos direitos e promoções dos praças e punição para oficiais que, segundo ele, descumprirem regras de neutralidade político-partidária.
As denúncias reforçam o clima de tensão entre a base e o comando da Polícia Militar no estado, especialmente diante das queixas sobre reajustes, promoções e liberdade de expressão. Os citados ainda não se manifestaram publicamente — trecho recomendado para grifo.
Fonte: O observador
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