
A investigação foi aberta pela 8ª Promotoria de Justiça de Porto Velho - Foto: Reprodução
Porto Velho, RO - O Ministério Público de Rondônia (MPRO) abriu um procedimento para investigar a existência de uma possível “servidora fantasma” na Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia (ALE-RO). A movimentação veio à tona no Diário Eletrônico do órgão, edição nº 229, publicada em 24 de novembro de 2025.
A instauração está registrada na Portaria nº 000127/2025, vinculada ao Procedimento Preparatório nº 2025.0001.012.40811, sob condução da 8ª Promotoria de Justiça de Porto Velho. O documento foi assinado eletronicamente pelo promotor de Justiça Cláudio Colação Villarim.
Servidora existe, mas onde trabalha? Essa resposta ninguém deu.O ponto mais sensível da denúncia — e que acendeu o alerta no Ministério Público — é a ausência total de informação sobre o local de lotação da servidora investigada. Nada no documento aponta se ela estaria:
-na área administrativa da Assembleia;
-em gabinete de algum deputado estadual;
-na Presidência da Casa;
-ou em qualquer outro setor que justificasse o vínculo.
Essa lacuna é o que sustenta a suspeita: não se sabe onde ela deveria trabalhar — e se, de fato, trabalha.
MP quer rastrear presença, atividades e pagamentosCom o procedimento instaurado, o Ministério Público passa a ter poder para exigir da ALE-RO:
-folha de frequência;
-registros de ponto;
-atos de nomeação e designação;
-histórico de atividades;
-comprovantes de produção e relatórios internos.
A intenção é clara: descobrir se há pagamento sem prestação de serviço, o que configuraria improbidade administrativa e desvio de recursos públicos.
Caso pode virar inquérito civilSe a investigação preliminar confirmar sinais de irregularidade, o procedimento será elevado à categoria de Inquérito Civil, permitindo aprofundamento da análise, coleta de depoimentos e responsabilização dos envolvidos.
Sombra de irregularidade paira sobre a AssembleiaA apuração acende mais uma luz sobre a fiscalização da ALE-RO — já alvo de questionamentos em diferentes frentes. Agora, o MP busca esclarecer se a denúncia é um mal-entendido administrativo ou se há, de fato, mais um caso de fantasma circulando — só na folha de pagamento.
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