Fundação assume fábrica da bioMérieux e reforça autonomia nacional em diagnósticos - Foto: Fernando Frazão

Porto Velho, RO - A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou a ampliação de sua capacidade de produção de insumos e kits diagnósticos para o Sistema Único de Saúde (SUS), com a incorporação de uma nova planta industrial localizada em Jacarepaguá, na zona Sudoeste do Rio de Janeiro. A cessão da fábrica, pertencente à empresa francesa bioMérieux, foi formalizada nesta segunda-feira (10) e terá validade inicial de dez anos.

A medida faz parte de um acordo que garante à Fiocruz a operação da unidade industrial que seria desativada pela empresa francesa, líder mundial na produção de diagnósticos. Em vez de encerrar as atividades, a bioMérieux decidiu ceder a fábrica à Fiocruz, parceira de longa data e fornecedora do sistema público de saúde brasileiro desde a década de 1970.

Produção nacional e inovação tecnológica

Segundo a fundação, a nova unidade produtiva começará a operar em março de 2026, com foco inicial na produção de testes rápidos. A planta estará vinculada ao Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), responsável pelo desenvolvimento de vacinas, biofármacos, kits diagnósticos e terapias avançadas destinados prioritariamente ao SUS.

O espaço permitirá a realização de todo o processo de fabricação — desde o corte e processamento até a montagem dos testes — incluindo áreas dedicadas ao controle de qualidade, testes de estabilidade e produção de painéis para avaliação externa. Essa estrutura vai reduzir o tempo de produção e ampliar a capacidade de resposta do Brasil em situações de emergência sanitária.

Autonomia nacional e fortalecimento do SUS

De acordo com o presidente da Fiocruz, Mario Moreira, a iniciativa representa um passo importante para fortalecer a autonomia nacional em diagnósticos e promover a inovação tecnológica no país.

“Esse é um passo estratégico para ampliar a capacidade nacional de produção e inovação em diagnósticos, gerando benefícios à população e ofertando ferramentas diagnósticas precisas, sustentáveis e tempestivas. Com isso, acompanhamos o avanço tecnológico e reforçamos a resposta do Brasil diante de emergências sanitárias”, afirmou Moreira.

A fundação também mantém, desde junho, um memorando de entendimento com a bioMérieux voltado à cooperação em pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica, fortalecendo ainda mais a parceria entre as duas instituições.

Fonte: AG/BR

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