Iniciativa estimulou jovens a criarem projetos tecnológicos voltados à causa animal

Porto Velho, RO – Com quase 5 milhões de cães e gatos vivendo em situação de vulnerabilidade no Brasil, segundo o Instituto Pet Brasil, iniciativas tecnológicas vêm ganhando espaço como alternativas para apoiar ações de proteção animal. Pensando nesse cenário, a SoulCode realizou a segunda edição do HackaPet, uma imersão que reuniu estudantes para criar soluções digitais voltadas ao cuidado e à defesa dos animais.

Ao longo de um dia de atividades, 60 estudantes de instituições como Casa do Zezinho, Instituto Verdescola e Fundação Crescer Criança participaram do hackathon. A proposta envolveu desde pesquisa e planejamento até o desenvolvimento prático de ferramentas digitais.

Os grupos criaram sites dedicados ao mapeamento de animais abandonados, denúncias de maus-tratos, campanhas de castração e vacinação, além de páginas para arrecadação de doações. As equipes trabalharam com design responsivo e desenvolveram plataformas batizadas de: Adopt Me, Amor de Patas, Adote um Auumigo, Busca Pet e Guardiões dos Animais — cada uma com foco específico dentro da causa animal.

Tecnologia e aprendizado

As apresentações foram divididas em períodos da manhã e tarde, onde os estudantes exibiram os protótipos para uma banca composta por profissionais convidados da SoulCode, além de executivos de empresas parceiras que acompanharam a evolução dos projetos.

Além do trabalho em equipe, os participantes receberam bolsas de estudo para trilhas avançadas da edtech, além de outros incentivos oferecidos pela organização. O processo favoreceu a criatividade, o pensamento crítico e o entendimento prático dos desafios relacionados ao abandono de animais.

Carmela Borst, fundadora e CEO da SoulCode, destacou que o HackaPet une formação digital e impacto social, permitindo que os alunos apliquem habilidades adquiridas em sala de aula em projetos conectados à realidade e a um problema urgente no país.

A SoulCode reforça que ações como o HackaPet demonstram o compromisso da edtech com a inclusão educacional e a promoção de oportunidades para jovens em situação de vulnerabilidade. A iniciativa amplia o protagonismo estudantil e evidencia como a tecnologia pode transformar a causa animal ao criar soluções funcionais e de alcance social.

Fonte: Carta Capital